Biden diz que não acredita que será impedido de comungar por ter políticas pró-aborto nos EUA

Reunião de bispos católicos nos Estados Unidos debateu possibilidade de proibir presidente democrata e outros políticos norte-americanos pró-aborto a fazer comunhão em cerimônias

  • Por Jovem Pan
  • 18/06/2021 16h46
EFE/Erin Scott/Pool/ArchivoBiden respondeu sobre assunto em coletiva de imprensa

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta sexta-feira, 18, que não acredita que os bispos da igreja católica dos Estados Unidos vão proibir que ele e outros políticos que tenham medidas a favor do aborto no país recebam comunhão em celebrações religiosas. Na quinta-feira, 17, representantes da religião no país norte-americano se reuniram em uma Conferência Nacional e debateram a possibilidade de negar comunhão aos representantes públicos que aprovassem políticas pró-aborto. Um dos participantes do evento, bispo Donald Hying, afirmou ao Wall Street Journal que conversa com religiosos diariamente e vê que muitos devotos se mostram “confusos” com o que ele considera como “a maior agenda pró-aborto da história dos Estados Unidos”.

Biden foi questionado sobre o assunto durante uma coletiva de imprensa com jornalistas na Casa Branca e respondeu de forma sucinta ao questionamento de uma repórter: “Essa é uma questão particular e eu não acho que isso vai acontecer”, afirmou o democrata antes de se retirar do local. Tradicionalmente, os presidentes eleitos nos Estados Unidos são cristãos protestantes. Joe Biden é o segundo presidente católico da história do país e frequenta há décadas a mesma igreja em Wilmington, no estado do Delaware. Além dele, apenas John Kennedy, eleito em 1960, declarou ter a mesma religião. Hoje, cerca de 20% da população do país norte-americano é católica.