Biden diz que retirada de tropas americanas do Afeganistão pode atrasar

Quando Trump assinou o acordo, havia apenas 12 mil soldados americanos no Afeganistão, número consideravelmente menor em relação aos 100 mil em 2011

  • Por Jovem Pan
  • 17/03/2021 22h50
Reprodução Twitter JoeBidenDeclaração foi dada pelo presidente nesta quarta-feira, 17

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, admitiu nesta quarta-feira, 17, que será “difícil” cumprir o compromisso de retirar as tropas americanas do Afeganistão no dia 1º de maio, como prometeu o antecessor, Donald Trump, então é possível que esse passo seja adiado. Em entrevista à emissora “ABC”, Biden explicou ques está “no processo” de determinar quando as tropas deixarão o país, ao qual chegaram em 2001 com a missão de caçar Osama Bin Laden, o “cérebro” dos atentados de 11 de setembro do mesmo ano, e os talibãs que o refugiaram. Perguntado sobre quanto tempo os soldados americanos poderão ficar, Biden disse que “não muito mais” a partir de 1º de maio, data que “pode ser cumprida, mas é difícil”. Quando Trump assinou o acordo, havia apenas 12 mil soldados americanos no Afeganistão, número consideravelmente menor em relação aos 100 mil em 2011. Atualmente, existem cerca de 2.500 efetivos e mil integrantes das forças especiais, informou o jornal “The New York Times” na semana passada.

Biden criticou o acordo firmado por Trump para retirar as tropas americanas do Afeganistão em 1º de maio, que tinha como condição que os insurgentes prometessem garantir que o território afegão não acolheria terroristas estrangeiros nem serviria de base para ataques contra outros países. Estes entendimentos fazem parte do acordo histórico assinado em fevereiro de 2020 em Doha que também estabeleceu as bases para um diálogo entre os talibãs e o governo afegão. “O fato é que isso não foi um acordo negociado de forma muito robusta pelo ex-presidente. Portanto, estamos consultando os nossos aliados, assim como o governo (afegão), e essa decisão está sendo tomada neste momento”, disse Biden.

*Com informações da EFE