Biden prevê mais mortes por Covid-19 caso Trump dificulte a transição

Democrata também disse que não a aprovação de uma vacina não adiantará se não houver um plano de vacinação sólido

  • Por Jovem Pan
  • 16/11/2020 21h15
Reprodução/Twitter/JoeBidenJoe Biden e Kamala Harris foram eleitos para comandar a maior economia do mundo neste sábado

Durante coletiva de imprensa na cidade de Wilmington, em Delaware, Joe Biden, que é projetado pela imprensa americana como novo presidente dos Estados Unidos previu que mais mortes por Covid-19 podem ocorrer caso Donald Trump dificulte a transição entre as gestões. O democrata também ressaltou que uma segunda vacina em testes contra a Covid-19 caminha para a aprovação, mas ponderou que isso não será suficiente se não houver um plano sólido de vacinação. “Quanto mais cedo tivermos acesso ao plano do governo (Trump) para distribuir (a vacina), mais cedo esta transição avançará”, disse, completando “Mais pessoas podem morrer se não coordenarmos. (A Casa Branca) diz ter um programa que não trata apenas de como obter vacinas, mas de como distribuí-las. Se tivermos que esperar até 20 de janeiro para conseguir esse plano, é um mês ou mês e meio de atraso”, disse Biden, referindo-se à data da posse presidencial.

O democrata lembrou, ainda, que os EUA estão passando por um grande aumento no número de casos, tendo registrado quase 1 milhão de novas infecções apenas na última semana. Com isso, o país se isolou no topo do ranking de nações com mais casos, tendo 11 milhões de contaminados. “Estamos entrando em um inverno muito sombrio. As coisas vão ficar muito mais difíceis antes de melhorar”, disse Biden, que continuou, chamando as notícias sobre as vacinas da Moderna e da Pfizer de “caminho claro”. “Não hesitaria em tomar a vacina… A única razão pela qual as pessoas estão questionando a vacina agora é por causa de Donald Trump”, continuou Biden. Por fim, o democrata também disse estar “confiante” de que Trump reconheça a derrota antes de sua posse, em janeiro, mas disse estar avançando sem a cooperação do republicano.

*Com informações da EFE