Casa Branca avaliará museus em Washington para eliminar narrativas ‘partidárias’

Desde que voltou a governar os EUA em janeiro, o Donald Trump busca controlar as principais instituições culturais do país, ao mesmo tempo que reduziu o financiamento para as artes e as humanidades

  • Por Jovem Pan
  • 13/08/2025 15h45
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D. Finnin/Divulgação AMNH AMNH Museu Americano e História Natural, em Nova York

A Casa Branca ordenou uma avaliação das exibições dos principais museus em Washington para afirmar seu “alinhamento” com a visão dos Estados Unidos promovida pelo Donald Trump e “eliminar as narrativas divisórias ou partidárias”. Desde que voltou à Casa Branca em janeiro, o presidente busca controlar as principais instituições culturais do país, ao mesmo tempo que reduziu o financiamento para as artes e as humanidades.

A análise incluirá as exposições, os textos, a conservação ou até mesmo a programação de oito museus de Washington geridos pela prestigiosa Smithsonian Institution, que conta com uma vasta rede de museus que abriga milhões de objetos expostos ao público.

A administração realizará uma “revisão interna exaustiva de determinados museus e exibições Smithsonian”, indica uma carta publicada na terça-feira (12) no site da Casa Branca dirigida ao secretário da instituição, Lonnie Bunch. “Essa iniciativa pretende garantir um alinhamento com as diretivas do presidente de celebrar o excepcionalismo americano, eliminar as narrativas divisórias ou partidárias e restaurar a confiança em nossas instituições culturais compartilhadas”, aponta o texto.

A revisão será aplicada a oito grandes museus, incluindo o Museu Nacional de História Americana, o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana e o Museu Nacional do Indígena Americano. Será avaliado “o tom, marco histórico e alinhamento com os ideais americanos” das exibições, materiais educacionais e o conteúdo digital, antes das celebrações do 250º aniversário da fundação dos Estados Unidos em 2026.

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Mas em comunicado enviado ao jornal The New York Times indicou que “seu trabalho se baseia em um profundo compromisso com a execlência acadêmica, pesquisa rigorosa e a apresentação precisa e objetiva da história.” Ele acrescentou que “estamos revisando a carta com esse compromisso em mente (…) e continuaremos colaborando construtivamente com a Casa Branca, o Congresso e nosso Conselho de Regentes”.

*Com informações da AFP

Publicado por Nátaly Tenório

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