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Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump nesta quinta-feira

Esse será o segundo encontro entre os dois líderes, que têm um histórico de relações turbulentas

Sarah Américo

"Muito coisa boa resultará desta parceria", diz Trump sobre Lula
"Muito coisa boa resultará desta parceria", diz Trump sobre Lula Ricardo Stuckert / PR

A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (5) o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro está marcado para acontecer na quinta-feira (07), em Washington, nos Estados Unidos. “O presidente Trump receberá o presidente Lula para uma visita de trabalho nesta quinta-feira. Eles discutirão questões econômicas e de segurança de interesse comum”, disse nesta terça-feira o funcionário à AFP sob condição de anonimato.

Esse será o segundo encontro entre os dois líderes, que têm um histórico de relações turbulentas. A reunião entre eles já tinha sido adiantada pela Jovem Pan, que informou que a visita do presidente brasileiro a Washington será marcada por um formato mais direto e pragmático, sem grandes cerimônias de Estado.

Em Washington, a avaliação é de que o encontro deve seguir o padrão atual da Casa Branca para reuniões bilaterais de alto nível: pouco protocolo, agenda fechada e foco absoluto em resultados concretos. A tendência, segundo essas fontes, é que não haja grandes eventos públicos, desfiles militares ou cerimônias simbólicas, como já ocorreu em outras visitas recentes, como do Rei Charles III, na semana passada.

A lógica na capital americana é clara: esse encontro será tratado como reuniões de trabalho, com menos pompa e mais negociação política e econômica.

Lula e Trump devem assinar acordo em várias áreas 

Segundo o vice-presidente, Geraldo Alckmin, o encontro será uma ma boa oportunidade para os dois países assinarem acordos em várias áreas, e o presidente Lula levará a reunião com Trump proposta de acordo de combate ao crime organizado.

“Em relação ao crime organizado, esse é um tema que o presidente Lula já levou ao presidente Trump e vai levar novamente, que é um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais. Nós podemos fazer muita parceria nessa área: controle de fluxo financeiro, investigação. Esse é um tema extremamente relevante”, disse Alckmin em entrevista à GloboNews.

Segundo o vice-presidente, também será conversado sobre “big techs, terras raras, data centers, política tarifária e não tarifária. Você tem aí uma agenda importante”. “Estou muito confiante nessa ida do presidente Lula e nesse encontro com o presidente Trump.”, declarou Alckmin.

Brasil e EUA assinam acordo de combate ao crime organizado

No mês passado, os governos do Brasil e dos Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação para intensificar o combate ao crime organizado transnacional, com ações que miram a interceptação de cargas ilícitas de armamentos e de drogas transportadas entre esses dois países. Entre as medidas, está a adoção de um programa para compartilhamento de informações em tempo real.

O acordo avançou após o governo Donald Trump sinalizar a intenção de que facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), sejam classificadas como terroristas, iniciativa que é rejeitada pelo governo Lula. O acordo, que busca integrar esforços de inteligência e intensificar operações conjuntas, está inserido no contexto do diálogo iniciado entre Lula e Donald Trump, integrando uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional

Na prática, a ideia é que a iniciativa, denominada projeto MIT (Mutual Interdiction Team), funcione como uma cooperação mútua, encabeçada pela Receita Federal do Brasil, que tem interlocução direta com a Polícia Federal, e pelo U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos.

As autoridades citam como exemplo a descoberta de um contêiner com uma peça de fuzil vindo de um porto da Flórida. Em casos assim, o objetivo é que os americanos sejam comunicados imediatamente, para também conduzir investigações a partir do ponto de origem.

*Com informações da AFP e Estadão Conteúdo