Chanceler da Colômbia renuncia ante pressão de países contra violência policial

As manifestações começaram há quase duas semanas devido a um projeto de reforma tributária que foi retirado de votação, mas continuaram acontecendo com a inclusão de novas demandas

  • Por Jovem Pan
  • 13/05/2021 17h53 - Atualizado em 13/05/2021 19h43
EFE/ Carlos Ortega ARCHIVOA ministra Claudia Blum se juntou ao ex-ministro das Finanças, Alberto Carrasquilla, na decisão de deixar o governo

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia confirmou nesta quinta-feira, 13, que a chanceler Claudia Blum renunciou ao cargo titular. A saída acontece em um momento em que o país está sendo alvo de críticas da comunidade internacional pela violência policial na repressão dos protestos contra o governo do presidente Iván Duque. As manifestações tiveram início após a apresentação de um projeto de reforma tributária, mas continuaram acontecendo com a inclusão de novas demandas mesmo depois que a proposta polêmica foi retirada de votação. Desde o início do movimento há quase duas semanas, 41 civis e um agente de segurança morreram, de acordo com a Defensoria do Povo da Colômbia. O ministro das Finanças, Alberto Carrasquilla, deixou o posto no dia 4. Mais de 800 ruas de todo o país foram bloqueadas pelos manifestantes nos últimos dias, o que está causando dificuldades na distribuição de alimentos, medicamentos e gasolina, apesar da criação de corredores humanitários. Até mesmo a exportação de café foi interrompida.