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China alerta na ONU sobre retorno à ‘mentalidade da Guerra Fria’

Premiê chinês, Li Qiang, também faz críticas a imposição de tarifas pelos EUA e declara que 'uma das principais causas da atual estagnação econômica global é a multiplicação de medidas unilaterais e protecionistas'

Nicolas Robert

Premiê chinês, Li Qiang, discursa durante a Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU, em Nova York
Premiê chinês, Li Qiang, discursa durante a Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU, em Nova York EFE/EPA/SARAH YENESEL

O premiê chinês, Li Qiang, alertou nesta sexta-feira (26) contra o retorno à “mentalidade da Guerra Fria” e defendeu o multilateralismo e o livre comércio, em uma crítica velada aos Estados Unidos perante a Assembleia Geral da ONU. O primeiro-ministro não fez nenhuma referência explícita ao presidente americano, Donald Trump, em seu discurso, mas apresentou a potência asiática como defensora da ordem mundial da qual Washington era, até recentemente, o principal guardião. “O mundo entrou em um novo período de turbulência e transformação”, declarou Li.

“O unilateralismo e a mentalidade da Guerra Fria estão ressurgindo. As regras e a ordem internacional estabelecidas nos últimos 80 anos estão sendo seriamente desafiadas, e o sistema internacional outrora eficaz está sendo constantemente rompido”, observou. “A humanidade está novamente em uma encruzilhada”, acrescentou.

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O líder chinês criticou particularmente a imposição de tarifas pelos Estados Unidos. “Uma das principais causas da atual estagnação econômica global é a multiplicação de medidas unilaterais e protecionistas, como aumentos de tarifas e a construção de muros e barreiras”, disse Li, observando que, na contramão desse movimento, “a China continua abrindo suas portas para o mundo”. Ele também afirmou que seu país “espera trabalhar com o resto do mundo para defender os ideais da ONU”.

*Com informações da AFP
Publicado por Nícolas Robert

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