China entra para Covax, programa mundial de pesquisa da vacina contra Covid-19

A Covax tem como objetivo acelerar o desenvolvimento e a distribuição de imunizantes contra o novo coronavírus; China possui pelo menos quatro vacinas em estágios avançados de testes

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2020 11h26 - Atualizado em 09/10/2020 11h50
REUTERS/Thomas PeterHomem trabalha no laboratório chinês Sinovac Biotech, que está desenvolvendo uma vacina experimental contra a Covid-19

Nesta sexta-feira (9), a China anunciou que irá integrar o programa Covax, uma coalizão de mais de 150 países criada para impulsionar as pesquisas e o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19. Um dos principais objetivos do programa, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Aliança das Vacinas (GAVI), é assegurar a distribuição equitativa de 2 bilhões de vacinas pelo mundo antes do final de 2021. A ideia é evitar que o primeiro país a descobrir a vacina fique com todas as doses para si, ao invés de priorizar pessoas de alto risco no mundo inteiro.

Atualmente, a China tem pelo menos quatro vacinas experimentais em estágios avançados de testes clínicos e já está conversando com a OMS para que as mesmas sejam avaliadas para uso internacional. Além disso, a entrada do país no programa representa uma contribuição de US$ 35 bilhões, valor que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, exigiu que os países participantes da iniciativa doassem para garantir “o máximo impacto desta plataforma”.

As nações que aderem à coalizão e podem se autofinanciar tem o direito de pedir doses de vacina suficientes para 10% a 50% de suas populações.  Já as nações financiadas pelas demais receberão doses suficientes para vacinar 20% de suas populações no longo prazo. Porém, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, afirmou que as vacinas que a China está desenvolvendo serão distribuídas prioritariamente aos países em desenvolvimento.  A Rússia e os Estados Unidos continuam de fora do grupo. A Casa Branca alegou que a OMS é corrupta e que por isso não participaria do programa.

*Com informações de agências internacionais