Corpo de filha de bombeiro que participou das buscas em Miami é achado nos escombros

Buscas em destroços de prédio entraram no nono dia e nenhum sobrevivente é encontrado há uma semana; número de mortos subiu para 20 nesta sexta-feira

  • Por Jovem Pan
  • 02/07/2021 17h03 - Atualizado em 02/07/2021 18h26
EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICHMais de 120 pessoas continuam desaparecidas

A polícia do condado de Miami-Dade, na Flórida, confirmou nesta sexta-feira, 2, que encontrou mais dois corpos nos escombros do prédio que desabou na praia de Surfside no último dia 24. Com isso, o número de vítimas fatais da tragédia passa para 20 e o de desaparecidos diminui para 128. Segundo o jornal Miami Herald, uma das vítimas encontradas na noite da quinta-feira, 1º, era filha de um dos bombeiros que participa do resgate, uma menina de sete anos. A publicação informou que a retirada do corpo da menina dos escombros foi ovacionada por mais de 200 socorristas em “uma cena emocionante”. Em comunicado à mídia local, o chefe do Corpo de Bombeiros de Miami, Joseph Zahralban, considerou que este foi um dia especialmente difícil para as equipes de busca. “Pedimos que vocês respeitem a privacidade da família da vítima e da família formada pelo Corpo de Bombeiros enquanto sofremos com o luto e damos apoio a um dos nossos”, disse.

O último sobrevivente encontrado nos escombros foi um menino de 15 anos retirado do local poucos minutos após a queda do prédio. Mesmo sem encontrar ninguém com vida há mais de uma semana, as equipes de busca mantêm o tom de otimismo nos posicionamentos oficiais. Socorristas do Chile e de Israel, países especializados em desabamentos, ajudam os norte-americanos no nono dia seguido de buscas, mas uma série de obstáculos complicou o trabalho dos bombeiros: um incêndio no subsolo do condomínio, o mau tempo e a possibilidade de queda de escombros na parte do prédio que não desabou paralisaram as buscas por sobreviventes mais de uma vez. A estratégia de busca faz com que os profissionais tenham um trabalho minucioso, já que o deslocamento dos blocos de concreto podem prejudicar sobreviventes que respirem em bolsões de ar sob os escombros.