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Crise no Oriente Médio gera divisão no movimento ‘MAGA’ nos EUA e deixa Trump ‘nas cordas’ após campanha de paz

Base do movimento está dividida; de um lado, há uma forte corrente isolacionista, do outro, uma que incentiva o mandatário a para apoiar Israel

Sarah Américo

Donald Trump
US President Trump, Elon Musk attend press conference in the White House's Oval Office EFE/EPA/FRANCIS CHUNG / POOL

Os falcões republicanos apoiaram os ataques de Israel ao Irã, mas a crise força o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a andar na corda bamba devido às fissuras no movimento ultraconservador “Make America Great Again” (MAGA), dividido entre intervencionistas e isolacionistas. O anúncio dos ataques foi aplaudido por Mark Levin, um analista político de direita. “Os iranianos estão a ponto de levar uma surra”, declarou. Mas uma parte dos ativistas do movimento MAGA, de Trump, se opõe a esta movimentação, não quer soldados americanos envolvidos e alerta contra demonstrações de apoio a Israel. A base do movimento está dividida. De um lado, há uma forte corrente isolacionista, do outro, uma que incentiva o mandatário a para apoiar Israel. Charlie Kirk, um nome de destaque do MAGA e aliado mais leal do chefe de Estado, analisou a reação de sua audiência pró-Trump. “Os e-mails são esmagadoramente contrários a que Israel faça isso, eu diria que é provavelmente uma proporção de 99 para um”, comentou. Ele parece ter mudado de opinião na sexta-feira, dizendo à ABC que o ataque foi “excelente”. Mas isto não agradará a muitos de seus apoiadores.

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O republicano, que defende o slogan “America First” (Estados Unidos em primeiro lugar, em tradução livre), concorreu às eleições como um pacificador e declarou, durante a campanha, que acabaria com as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia. Agora, muitos de seus apoiadores observam a ofensiva de Israel como um teste e temem que os EUA sejam arrastados para as hostilidades. Tucker Carlson, uma voz proeminente da extrema direita americana e ex-apresentador da Fox News, recordou que “Trump fez campanha para a Presidência como um candidato da paz”. “Uma guerra com o Irã representaria uma profunda traição aos seus apoiadores”, disse ele na semana passada, alertando que tal conflito poderia “muito facilmente se transformar em uma guerra mundial”.

O chefe da diplomacia, Marco Rubio, normalmente um falcão da política externa, foi rápido em distanciar os EUA dos ataques “unilaterais” de Israel, que atingiram instalações de enriquecimento de urânio e mataram funcionários de alto escalão iranianos. O próprio Trump insistiu que o Irã não poderia adquirir armas nucleares, mas afirmou, antes dos ataques, que era contra uma ação militar.

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*Com informações da AFP
Publicado por Sarah Paula