‘Destino da França’ estará em jogo no próximo voto de confiança, diz primeiro-ministro francês 

François Bayrou surpreendeu o país na última segunda-feira, ao anunciar que pedirá a confiança a um parlamento profundamente dividido, em uma tentativa de obter apoio suficiente para o seu plano de corte de gastos

  • Por Jovem Pan
  • 31/08/2025 17h49
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GEORGES GOBET / AFP François Bayrou e Emmanuel Macron (FILES) French President Emmanuel Macron (R) and Pau Mayor Francois Bayrou arrive to attend a summit on the situation in the Sahel region in the southern French city of Pau on January 13, 2020. President Emmanuel Macron named on December 13, 2024 centrist leader Francois Bayrou as his new Prime minister, the presidency said, handing him the task of hauling France out of months of political crisis. (Photo by GEORGES GOBET / AFP)

O primeiro-ministro da França, François Bayrou, disse neste domingo (31) que o destino do país estará em jogo na moção de confiança parlamentar que ele mesmo convocou para solucionar um bloqueio orçamentário. A votação de 8 de setembro na Assembleia Nacional não decidirá “o destino do primeiro-ministro”, e sim “o destino da França”, ressaltou Bayrou, em entrevista a quatro canais de notícias. O primeiro-ministro centrista surpreendeu o país na última segunda-feira, ao anunciar que pedirá a confiança a um parlamento profundamente dividido, em uma tentativa de obter apoio suficiente para o seu plano de corte de gastos. Os partidos da oposição avisaram que não vão apoiá-lo.

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“Os próximos dias serão cruciais”, afirmou Bayrou, 74 anos, em entrevista à emissora pública France Info e às emissoras privadas LCI, BFMTV e Cnews. O líder socialista Olivier Faure reiterou neste domingo que a decisão do partido de votar contra o governo Bayrou é definitiva. “A única coisa que espero que ele faça agora é dizer adeus.” A extrema direita, a esquerda radical e os ecologistas haviam anunciado previamente sua rejeição.

Bayrou ressaltou que é preciso fazer sacrifícios para garantir o futuro da França e reduzir a dívida do país. Seu objetivo é obter apoio ao seu plano de economia orçamentária de quase 44 bilhões de euros (279,8 bilhões de reais). O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou nesta semana “total apoio” à iniciativa de Bayrou, sexto primeiro-ministro desde que ele assumiu a Presidência, em 2017.

A eventual queda do governo aprofundaria a instabilidade política crônica que prevalece desde que Macron dissolveu a Assembleia Nacional, em junho de 2024, e convocou eleições legislativas antecipadas. As eleições resultaram em uma câmara dividida em três blocos: esquerda, macronistas e conservadores aliados, e extrema direita.

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