Diretor da Pfizer diz que vacinação permitirá volta à ‘vida normal’ em um ano

No entanto, Albert Bourla acredita que a vacina deverá ser aplicada anualmente devido às variantes

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2021 15h19
EFE/EPA/BIONTECH SE / HANDOUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALESPara diretor da Pfizer, avanço da vacinação pode normalizar as coisas em um ano

O diretor executivo da Pfizer, Albert Bourla, declarou neste domingo, 26, que daqui uns meses tudo vai se deve se normalizar, mas enfatizou que é provável que seja necessário se vacinar contra a Covid-19 anualmente. “Em um ano, acredito que seremos capazes de voltar à vida normal”, declarou em entrevista à emissora ABC, na qual detalhou que isso não significa que não haverá novas variantes do vírus, mas, sim, que as vacinas permitirão controlar a propagação do coronavírus. Segundo ele, o cenário “mais provável”, dado que o vírus está “espalhado por todo o mundo”, é que haverá estas novas variantes e, portanto, as pessoas terão de ser “revacinadas anualmente”.

Na sexta-feira, 24, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos autorizaram a terceira dose da vacina de Pfizer/BioNTech para pessoas com mais de 65 anos ou em situação de risco. Esta terceira dose poderá ser disponibilizada para estes grupos, que representam milhões de americanos, nos próximos dias. Atualmente, 64,6% da população americana com mais de 12 anos de idade é vacinada com o regime duplo, embora a taxa de vacinação tenha diminuído nos últimos meses, o que gera preocupações entre as autoridades sanitárias. O governo do presidente Joe Biden defendeu que a terceira dose da Pfizer deveria ser administrada a toda a população com mais de 16 anos, algo que as autoridades sanitárias rejeitaram na ausência de mais dados. A vacina de Pfizer/BioNTech é a única totalmente aprovada para utilização pelos órgãos reguladores americanos. As outras duas disponíveis, a vacina de dose dupla da Moderna e a de dose única da Johnson & Johnson, têm autorização de emergência.

*Com informações da EFE.