Diretor-geral da OMS diz que fim da pandemia é uma ‘questão de vontade política’

Para Tedros Adhanom, a má distribuição de vacinas e a falta de iniciativa das nações desenvolvidas para resolver esse problema são a raiz do problema

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2021 14h47
Jean-Christophe Bott/EFE Tedros Adhanom Adhanom afirma que 80 países não devem bater a meta de 40% da população vacinada

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou nesta quinta-feira, 11, que falta “vontade política” e “coragem” para colocar fim à pandemia da Covid-19. A pandemia vai acabar quando o mundo decidir acabar com ela, porque está em nossas mãos. Não é mais uma questão de tecnologia ou ciência. É uma questão de vontade política e coragem ”, disse o diretor-geral durante o Fórum Paris pela Paz. Para Adhanom, a má distribuição de vacinas pelos países e a falta de iniciativa das nações desenvolvidas para resolver o problema estão impedindo o controle do coronavírus. “Isso tem que ser resolvido. A desigualdade da vacina é epidemiológica, econômica e moralmente errada. A desigualdade tem que acabar se quisermos acabar com esta pandemia”, apontou Adhanom, que criticou o que chamou de “nacionalismo das vacinas”.

“A África, como continente, é seriamente afetada pela desigualdade na distribuição da vacina ou nacionalismo da vacina. É uma cobertura vacinal média de 5 por cento. Isso é muito, muito baixo”, ressaltou. A meta da OMS é que 40% da população de todos os países seja vacinada até o final de 2021 e 70% até meados de 2022. Se a vacinação global continuar nesta velocidade, 80 não atingirão marca proposta para este ano. “Somente quando todos ficarem seguros é que cada indivíduo estrá seguro. É do interesse de todos os países garantir que a meta de 40% seja alcançada, para o bem comum e se estamos realmente interessados ​​em acabar com esta pandemia. ”