Em meio a protestos contra o governo, Cuba derruba acesso à internet
Em meio a manifestações contra o governo, Cuba limitou o acesso da população à internet e à plataformas como Whatsapp, Instagram, Telegram e Facebook, que registraram instabilidade nesta segunda-feira, 12. De acordo com serviços de monitoramento, o acesso foi cortado em quase toda a ilha e visa evitar troca de informações e convocações de novos protestos contra o regime atual. O líder do governo cubano, Miguel Díaz-Canel, fez um pronunciamento e afirmou que os apoiadores das manifestações estarão contribuindo para “uma mudança de regime que trará um sistema que não terá preocupação com o bem da população”. Agências de notícias internacionais também informaram que forma registrados cortes de energia em algumas regiões do país. A medida gerou reações negativas ao redor do mundo. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou nesta segunda-feira a prisão e os ataques a jornalistas independentes em Cuba durante os protestos ocorridos no domingo e denunciou a interrupção do serviço de internet, alegando que as forças de segurança agiram “com a clara intenção de restringir as liberdades de associação, imprensa e expressão”.
Milhares de cubanos foram às ruas ontem para protestar contra o governo. Houve repressão policial, com saldo de centenas de prisões e confrontos depois que Díaz-Canel convocou seus apoiadores na televisão a enfrentar os manifestantes e defender a Revolução de 1959. Segundo a SIP, as manifestações estavam sendo transmitidas ao vivo no Facebook quando o serviço de internet foi subitamente interrompido em todo o país. A SIP denunciou o uso do monopólio estatal da Empresa de Telecomunicaciones de Cuba SA (ETECSA) para silenciar os jornalistas independentes. As recentes manifestações “são um reflexo do cansaço dos cubanos com um governo que continua a acreditar que é dono da vida e do destino de seus cidadãos”, afirmou no comunicado Carlos Jornet, presidente do Comitê de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP.
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*Com informações da EFE
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Eliseu Caetano
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