Em Nova York, ato por Martin Luther King termina com 28 presos e 11 policiais feridos

As autoridades reportaram que os manifestantes arremessaram garrafas e arrombaram propriedades; vídeos do protesto mostram agentes avançando contra a multidão

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2021 17h15
Reprodução Twitter RiseAndResistAto foi organizado pelo movimento Black Lives Matter, mesmo dos protestos contra a morte de George Floyd

Um ato organizado pelo movimento Black Lives Matter em homenagem ao ativista dos direitos civis Martin Luther King acabou de forma violenta na noite desta segunda-feira, 18, em Nova York. A emissora de televisão norte-americana NBC afirma que pelo menos 28 pessoas foram presas durante a “Marcha da Libertação Negra”, que partiu do Barclays Center Stadium, cruzou a Ponte do Brooklyn e terminou em frente à prefeitura em Manhattan. Ali, os participantes do protesto que pedia por justiça racial entraram em confronto com a Polícia de Nova York, que afirmou que 11 dos seus agentes foram feridos. Um deles teria sido atingido na cabeça por uma garrafa de vidro. As autoridades locais não informaram se algum manifestante se machucou durante o conflito.

Em entrevista à emissora NY1, o chefe de polícia Dermott Shea defendeu que o ato foi uma antítese do legado deixado por Martin Luther King, já que a violência teria partido de “pessoas que querem destruir a cidade” e “ferir os policiais que arriscam suas vidas todos os dias”. Os manifestantes detidos foram acusados de “conduta desordeira, obstrução de autoridade, resistência à prisão e bloqueio de estradas”, mas a maioria já foi liberada com intimação judicial.

Por outro, os participantes do ato alegam que o confronto teve início com o comportamento abusivo dos agentes, que teriam agarrado e empurrado as pessoas. Vídeos publicados nas redes sociais mostram a multidão sendo encurralada pelos policiais perto da prefeitura de Nova York. Este último episódio de confrontos entre manifestantes e a polícia ocorre dias depois que a procuradora-geral Letitia James processou a polícia da cidade por um “padrão de força excessiva, brutal e ilegal contra manifestantes pacíficos” nos protestos anti-racistas após a morte de George Floyd no ano passado.

*Com informações da EFE