Entenda por que Giorgio Armani foi considerado o rei da moda

Consagração internacional veio em 1980, quando vestiu Richard Gere no filme ‘Gigolô Americano’; figurino se tornou um ícone cultural e abriu caminho para que se tornasse o designer preferido de estrelas de Hollywood

  • Por da Redação
  • 04/09/2025 10h59 - Atualizado em 04/09/2025 11h12
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Daniel Dal Zennaro/EFE/EPA O estilista italiano Giorgio Armani (C) posa com modelos ao final da apresentação da coleção feminina Outono/Inverno 2015/16 de sua grife Emporio Armani O estilista italiano Giorgio Armani (C) posa com modelos ao final da apresentação da coleção feminina Outono/Inverno 2015/16 de sua grife Emporio Armani

Morreu nesta quinta-feira (4), aos 91 anos, o estilista Giorgio Armani, um dos maiores nomes da moda mundial. Reconhecido como símbolo da elegância italiana, ele deixou um legado que ultrapassa roupas e coleções: construiu um império global e redefiniu o conceito de sofisticação. Armani iniciou a carreira na alfaiataria masculina em Milão, nos anos 1970, promovendo uma revolução silenciosa.

Ao desconstruir o paletó tradicional — retirando forros e enchimentos —, transformou o terno em uma peça mais leve, confortável e fluida. Essa inovação tornou-se sua marca registrada e mudou para sempre a forma como homens e mulheres se vestem. O estilista acreditava que a moda deveria transmitir confiança e bem-estar, não apenas impressionar. Suas roupas, de cortes impecáveis e cores neutras, refletiam uma elegância discreta e atemporal.

Foi esse estilo minimalista que lhe rendeu o apelido de “Rei Giorgio”. A consagração internacional veio em 1980, quando vestiu Richard Gere no filme Gigolô Americano. O figurino se tornou um ícone cultural e abriu caminho para que Armani se tornasse o designer preferido de estrelas de Hollywood, de Cate Blanchett a Leonardo DiCaprio.

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Com o tempo, o império Armani ultrapassou a moda. O grupo passou a incluir linhas de prêt-à-porter, perfumes, cosméticos, acessórios e até hotéis de luxo, movimentando bilhões de dólares por ano. Ainda assim, Armani mantinha controle rígido sobre cada detalhe, das coleções ao penteado das modelos nos desfiles. Mesmo nos últimos anos, já debilitado, não deixou de trabalhar. No comunicado oficial, sua empresa destacou que Armani “foi movido por uma curiosidade implacável e uma atenção profunda às pessoas”, atuando até os últimos dias.

Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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