EUA e Irã se preparam para negociações de paz no Paquistão

Sob tensão no Oriente Médio, os ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano e os riscos no Estreito de Ormuz ameaçam a trégua

  • Por Jovem Pan*
  • 10/04/2026 07h42
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AAMIR QURESHI / AFP Agentes de segurança mantêm vigilância perto do local previsto para as negociações entre os EUA e o Irã, na Zona Vermelha de Islamabad, em 10 de abril de 2026. Enquanto enviados iranianos e americanos se preparam para realizar negociações em Islamabad para pôr fim à guerra no Oriente Médio, fontes oficiais e especialistas afirmam que Pequim ajudou a pavimentar o caminho para as negociações e será um componente crucial para garantir uma trégua permanente. Agentes de segurança mantêm vigilância perto do local previsto para as negociações entre os EUA e o Irã, na Zona Vermelha de Islamabad. 

Negociadores do Irã e dos Estados Unidos se preparam para as conversas de alto nível marcadas para o sábado (11) em Islamabad (Paquistão), em meio a um frágil cessar-fogo. Os ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano e o controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz ameaçam a trégua.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, estava prestes a decolar para o Paquistão, enquanto o Irã ainda mantinha segredo sobre os representantes que enviará para as negociações. O regime iraniano exige que as hostilidades contra o Hezbollah sejam encerradas, sob risco de suspensão do diálogo com os americanos.

Enquanto isso, o Kuwait disse ter enfrentado um ataque de drones na noite desta quinta-feira (9), que atribuiu ao Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica, no entanto, negou ter lançado qualquer novo ataque.

Além das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, os governos de Israel e do Líbano devem abrir diálogo na semana que vem, em Washington, sobre o desarmamento do Hezbollah.

Sob pressão do presidente americano, Donald Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, autorizou a abertura de negociações com os libaneses na quinta-feira, mas disse que não interromperá os ataques contra o grupo pró-Irã.

*Estadão Conteúdo

 

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