EUA e União Europeia fecham acordo para evitar guerra comercial

  • Por Agência EFE
  • 26/07/2018 07h09 - Atualizado em 26/07/2018 14h51
EFETrump afirmou que Juncker assumiu o compromisso de os europeus trabalharem junto com o governo americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, anunciaram nesta quarta-feira um acordo entre o governo americano e a União Europeia (UE) para avançar rumo ao fim das tarifas entre o país e o bloco, evitando assim a guerra comercial.

Trump afirmou que Juncker assumiu o compromisso de os europeus trabalharem junto com o governo americano para estabelecer uma política de “zero tarifas, zero barreiras não tarifárias e zero subsídios aos bens industriais não automotores”.

Em entrevista coletiva conjunta em Washington, Trump disse que a UE começará a importar soja “especialmente do Meio Oeste” dos EUA, assim como gás natural líquido, para “diversificar” as fontes energéticas, e reduzirá algumas tarifas industriais.

Juncker, por sua vez, ressaltou a importância do acordo alcançado para a redução das tarifas por ambas partes.

“Tínhamos a intenção de conseguir um acordo e alcançamos um acordo hoje”, afirmou o presidente da CE.

Além disso, Juncker indicou que o acordo determina que a questão das taxas impostas pelos EUA sobre o aço e o alumínio europeus seja resolvida. No entanto, o presidente da CE não explicou se as tarifas serão imediatamente canceladas pelo governo americano.

Pouco depois, em um evento em um centro de estudos de Washington, Juncker afirmou que o acordo foi bom para as partes e é mais um sinal da “aliança especial” entre EUA e UE.

A visita de Juncker a Washington estava cercada de grande expectativa após as trocas de acusações e a imposição de tarifas por parte de Trump. A UE respondeu com medidas similares sobre diversos produtos americanos, como motos e itens de vestuário.

Trump tem insistido nos últimos meses que a UE deve facilitar a entrada das mercadorias produzidas no país no mercado europeu e ameaçou aplicar uma tarifa de até 20% sobre os automóveis produzidos pelo bloco se não houver concessões.