Facebook banirá conteúdo que negue ou distorça o Holocausto

Em comunicado, a rede social também avisou que, a partir do final deste ano, recomendará às pessoas que procuram por termos associados ao Holocausto a informações confiáveis do Facebook

  • Por Jovem Pan
  • 12/10/2020 15h09 - Atualizado em 12/10/2020 15h16
ReproduçãoMark Zuckenberg é o presidente do Facebook

O Facebook anunciou nesta segunda-feira, 12, que irá banir qualquer conteúdo que negue ou distorça o Holocausto, em medida que altera sua política sobre discurso de ódio. Em comunicado, a rede social também avisou que, a partir do final deste ano, recomendará às pessoas que procuram por termos associados ao Holocausto a informações confiáveis do Facebook. A decisão ocorre dois anos após Mark Zuckerberg, presidente da empresa, dizer que, embora ache a negação do ao assassinato em massa profundamente ofensiva, ele não acreditava que o Facebook devesse excluir tal conteúdo.

“Lutei com a tensão entre defender a liberdade de expressão e os danos causados por minimizar ou negar o horror do Holocausto”, escreveu Zuckerberg, que é judeu, na rede social. “Meu próprio pensamento evoluiu quando vi dados que mostram um aumento na violência anti-semita, assim como nossas políticas mais amplas sobre discurso de ódio. Traçar as linhas certas entre o que é e o que não é um discurso aceitável não é algo direto, mas com o estado atual do mundo, acredito que este é o equilíbrio certo”, continuou.

No início deste ano, o Facebook proibiu o discurso de ódio envolvendo estereótipos prejudiciais, incluindo conteúdo anti-semita. Mas a negação do Holocausto não foi proibida. A vice-presidente de política de conteúdo do Facebook, Monika Bickert, disse que a empresa tomou a decisão junto com “o aumento bem documentado do anti-semitismo globalmente e o nível alarmante de ignorância sobre o Holocausto, especialmente entre os jovens”.

O Holocausto levou à morte cerca de 6 milhões de judeus na Alemanha nazista, nas décadas de 1930 e 1940. “Por vários anos, o Congresso Judaico Mundial tem defendido que o Facebook remova o conteúdo de negação do Holocausto de sua plataforma e tem trabalhado com as equipes de política da empresa de mídia social para revisar essas postagens e classificá-las como discurso de ódio segundo os padrões da comunidade da empresa”, disse o Congresso Judaico Mundial em uma declaração.