JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Fast News – 2ª Edição | 16h00 - 16h30
Mundo

França pede a Israel que permita acesso da imprensa a Gaza

Ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, solicitou o acesso à 'imprensa livre e independente para mostrar o que ocorre' no território palestino, que enfrenta uma grave crise humanitária

Victor Trovão

FOTOGRAFIA PRINCIPAL - Um manifestante segura uma placa com os dizeres em árabe "um jornalista faminto escreve uma reportagem sobre os famintos" durante um protesto de jornalistas contra a fome no distrito de Rimal, na Cidade de Gaza, em 19 de julho de 2025. (Foto de Omar AL-QATTAA / AFP)
FOTOGRAFIA PRINCIPAL - Um manifestante segura uma placa com os dizeres em árabe "um jornalista faminto escreve uma reportagem sobre os famintos" durante um protesto de jornalistas contra a fome no distrito de Rimal, na Cidade de Gaza, em 19 de julho de 2025. (Foto de Omar AL-QATTAA / AFP) Foto de Omar AL-QATTAA / AFP

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, pediu nesta terça-feira (22) a Israel que permita o acesso da “imprensa livre e independente” a Gaza, que enfrenta o risco do cenário de fome após 21 meses de guerra. “Peço que se permita à imprensa livre e independente acessar Gaza para mostrar o que está acontecendo lá”, declarou o ministro em uma entrevista à France Inter durante uma visita a Kiev. As declarações aconteceram depois que a direção da AFP alertou que a vida de seus colaboradores palestinos no território cercado está em perigo devido à grave situação humanitária.

“Há meses, assistimos impotentes à deterioração dramática de suas condições de vida. Sua situação hoje é insustentável, apesar de uma coragem, um compromisso profissional e uma resiliência exemplares”, afirmou a direção da AFP em comunicado na segunda-feira. “Suas vidas estão em perigo, por isso pedimos às autoridades israelenses que permitam sua retirada imediata junto com suas famílias”, acrescenta a nota. O ministro francês explicou que seu governo está trabalhando na questão. “Esperamos poder retirar alguns colaboradores jornalistas nas próximas semanas”, disse. “Dedicamos muito esforço e energia”, acrescentou.

A Sociedade de Jornalistas, um grupo de representação da redação da AFP, também declarou na segunda-feira que teme “ver a morte” de seus colegaas em Gaza.”Perdemos jornalistas em conflitos, tivemos feridos e prisioneiros entre nossas fileiras, mas nenhum de nós lembra de ter visto um colaborador morrer de fome”, declarou o grupo. A AFP retirou oito pessoas de sua equipe e suas famílias de Gaza entre janeiro e abril de 2024.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

A ONU e organizações humanitárias alertam com frequência sobre o risco de fome generalizada em Gaza, território devastado pela guerra iniciada em 7 de outubro de 2023 com o ataque do Hamas contra Israel. O Exército israelense anunciou na segunda-feira a expansão de suas operações no território palestino, um gesto que Barrot condenou “com a maior firmeza”. “Não há mais justificativa para as operações militares do Exército israelense em Gaza. É uma ofensiva que agravará uma situação já catastrófica”, disse.

*Com informações da AFP 

[jp-related-posts ids=”2021050,2020823″]