Fronteira entre Líbano e Israel vive queda na intensidade de confrontos

Grupo xiita reivindicou apenas três ações contra o Estado judeu na região, uma de rotina e duas maiores com ‘esquadrões de drones de ataque’ que visaram quartéis militares

  • Por Jovem Pan
  • 27/08/2024 05h27
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EFE/EPA/ABBAS SALMAN Beirute (Líbano), 25/08/2024.- Pessoas assistem ao discurso televisionado do Secretário-Geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um café no subúrbio ao sul de Beirute, Líbano, em 25 de agosto de 2024. O Hezbollah anunciou em um comunicado no início de 25 de agosto que o grupo lançou "uma operação aérea com vários drones" visando território israelense como a "primeira fase" de um ataque retaliatório pela morte do comandante sênior do Hezbollah, Fuad Shukr, em 30 de julho em Beirute. As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que cerca de 100 caças "atingiram e destruíram milhares de lançadores de foguetes do Hezbollah, visando fogo imediato em direção ao norte e centro de Israel". (Líbano, Hizbulá/Hezbolá) O Hezbollah disparou 340 projéteis contra 11 posições no norte de Israel no domingo

A fronteira entre Líbano e Israel viveu nesta segunda-feira (26) um dia de violência de intensidade relativamente baixa, apesar do ataque com mais de 300 projéteis e drones lançados na madrugada de domingo (25) pelo grupo terrorista libanês Hezbollah em resposta ao assassinato de seu principal comandante há um mês. O grupo xiita reivindicou apenas três ações contra Israel nesta segunda-feira, uma de rotina e duas maiores com “esquadrões de drones de ataque” que visaram quartéis militares em Ayalet Hashahar e ao norte de Acre, ambos bem fora da linha divisória comum. De acordo com um comunicado divulgado pelo Hezbollah, um deles foi em resposta a “ataques e assassinatos realizados pelo inimigo na resiliente cidade de Sidon”, no sul do Líbano.

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Na manhã de ontem, um suposto membro do movimento islâmico palestino Hamas sobreviveu a um bombardeio israelense contra seu veículo em Sidon, onde um membro das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, grupo da Cisjordânia com ligações com o movimento nacionalista Fatah, foi morto na última quarta-feira (21). As Forças de Defesa de Israel anunciaram que haviam bombardeado vários prédios e infraestruturas do Hezbollah em seis regiões diferentes do sul do Líbano durante o dia, e outros dois foram atingidos pela artilharia. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN) confirmou vários ataques israelenses, incluindo um na cidade de Wazzani com fósforo branco, uma arma incendiária controversa, que forçou uma pessoa a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva.

O Hezbollah disparou 340 projéteis contra 11 posições no norte de Israel no domingo, para despistar as defesas antiaéreas e facilitar o envio de drones a uma importante base de inteligência militar perto de Tel Aviv, local que o grupo alega ter sido atingido. Esta foi a resposta esperada à morte do principal comandante do movimento em um bombardeio israelense nos arredores de Beirute em 30 de julho, assassinato que provocou temores de uma guerra aberta entre os lados se o fato levasse a um ciclo de respostas cruzadas.

*Com informações da EFE
Publicado por Marcelo Bamonte

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