Gangue haitiana pede equivalente a R$ 95 milhões para entregar missionários sequestrados
O governo do Canadá confirmou nesta terça-feira, 19, que a Polícia Montada do país trabalha em conjunto com autoridades do Haiti e dos Estados Unidos para tentar desvendar o caso dos 12 missionários e das cinco crianças sequestradas em Porto Príncipe no último sábado, 16. O grupo, formado por 16 norte-americanos e 1 canadense, foi tomado como refém durante uma viagem de ônibus na capital do país da América Central. Eles, que fazem parte da organização de missionários Christian Aid Ministries, com sede em Ohio, nos Estados Unidos, tinham acabado de voltar de um orfanato no país. Em comunicado divulgado à Agência EFE, a polícia canadense afirmou que “leva a situação à sério” e disse colaborar com as forças policiais do país.
De acordo com o jornal Wall Street Journal, a gangue pediu US$ 17 milhões (equivalente a R$ 95 milhões) para liberar o grupo. A expectativa é de que as negociações, feitas entre o FBI e o grupo, durem semanas. Esta não é a primeira vez na qual o grupo sequestra cidadãos de outros países em missão humanitária no Haiti. Em abril, cinco padres e duas freiras, alguns deles de origem francesa, se tornaram reféns na área de Croix-des-Bouquets e foram liberados após o pagamento de um resgate. De acordo com o Centro de Análise e Pesquisa sobre Direitos Humanos do país, mais de 600 sequestros foram realizados apenas em 2021, a maior parte deles de cidadãos de classe média do país.
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Eliseu Caetano
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