Governo da Venezuela concede indulto a deputados opositores presos e exilados

Decreto presidencial assinado por Nicolás Maduro tem como objetivo alcançar ‘paz e reconciliação’

  • Por Jovem Pan
  • 31/08/2020 19h22
EFE/ Henry ChirinosProtestos na Venezuela

Por meio de decreto presidencial, o governo da Venezuela concedeu nesta segunda-feira, 31, indulto aos deputados da oposição na prisão ou no exílio, assim como a outros cuja imunidade havia sido revogada, e a jornalistas e agentes sociais detidos ou acusados de vários crimes. O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações do país, Jorge Rodríguez, em entrevista coletiva. Entre os 110 indultados estão os parlamentares Freddy Guevara, Freddy Superlano, Miguel Pizarro e Roberto Marrero, e o jornalista Nicmer Evans, que está detido na Diretoria Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM).

Juan Pablo Guanipa, primeiro vice-presidente da composição da Assembleia Nacional liderada por Juan Guaidó, e Henry Ramos Allup, líder do partido social-democrata Ação Democrática (AD) e uma das vozes mais destacadas da oposição, também estão entre os beneficiados pela medida. Porém, outras personalidades representativas da oposição venezuelana ficaram fora da lista, como Leopoldo López, que está na embaixada da Espanha em Caracas, e Henrique Capriles, líder do partido Primero Justicia e duas vezes candidato à presidência. Os indultos foram concedidos por um decreto assinado pelo presidente Nicolás Maduro, com o “supremo compromisso” de alcançar “paz e reconciliação”.

Maduro tomou a decisão apenas três dias após o congressista de oposição Juan Requesens ter sido transferido para prisão domiciliar após 752 dias de encarceramento por sua suposta participação na tentativa fracassada de assassinato do próprio presidente em 4 de agosto de 2018. De acordo com Rodríguez, os indultos estão sendo concedidos como parte dos acordos entre o governo e a oposição, antes das eleições para a Assembleia Nacional (o parlamento do país), que serão realizadas em 6 de dezembro.

*Com Agência EFE