Hospital nos EUA se recusa a fazer transplante de coração para paciente não vacinado

DJ Ferguson, de 31 anos, é pai de duas crianças e terá uma terceira em breve; ele tem problema cardíaco raro

  • Por Jovem Pan
  • 26/01/2022 20h47 - Atualizado em 26/01/2022 21h16
Reprodução / CBS Homem internado em hospital Família de DJ Ferguson alega razões médicas para ele não ter tomado a vacina, além de filosóficas

Um hospital em Boston, nos Estados Unidos, se negou a fazer um transplante de coração para um paciente, alegando que ele não havia se vacinado contra a Covid-19, entre outros motivos. DJ Ferguson, de 31 anos, tem um problema cardíaco hereditário que faz com que seus pulmões se encham de sangue e fluido e está internado desde 26 de novembro de 2021. Pai de dois filhos e com o terceiro prestes a chegar, Ferguson precisa urgentemente de um novo coração, mas o Brigham and Women’s Hospital o tirou da lista. O hospital justificou a decisão dizendo que seguiu a política de transplantes. “Dada a escassez de órgãos disponíveis, fazemos tudo o que podemos para garantir que um paciente que recebe um órgão transplantado tenha a maior chance de sobrevivência”, afirmou o estabelecimento em comunicado enviado à BBC. O hospital afirmou que outros motivos pesaram na decisão, mas evitou entrar em detalhes “por respeito à privacidade do paciente”.

Um porta-voz disse que o hospital exige “a vacina contra Covid-19 e determinados comportamentos e estilo de vida para os candidatos a transplante para criar a melhor chance de uma operação ser bem-sucedida e otimizar a sobrevivência do paciente após o transplante, já que seu sistema imunológico é drasticamente suprimido”. Segundo David Ferguson, pai de DJ, o filho não se vacinou por acreditar que o imunizante contra a Covid-19 ia contra seus princípios básicos e não acreditava nele. “Meu menino está lutando com muita coragem e tem integridade e princípios nos quais realmente acredita, e isso me faz respeitá-lo ainda mais. É o corpo dele. É a escolha dele”, comentou. A família afirma que o tempo do paciente está se esgotando e que ele está fraco demais para ser transferido para outro hospital. Uma vaquinha foi organizada para ajudá-lo, na qual Heather Dawson, esposa de DJ, afirma que ele está preocupado com uma possível inflamação do coração, um efeito adverso raro da vacina.