Incêndios florestais na Itália deixam pelo menos cinco mortos após onda de calor

Parte das vítimas era idosa e estava dentro de casa quando morreu; ilha na Sicília chegou a registrar temperaturas de 48,8ºC, o que seria um novo recorde no continente

  • Por Jovem Pan
  • 12/08/2021 12h28 - Atualizado em 12/08/2021 17h37
EFE/EPA/FRANCESCO RUTA Pelo menos cinco pessoas morreram por causa dos incêndios na Itália

A onda de calor com temperaturas acima dos 45ºC que atinge a Itália causando a semana mais quente do ano contribui para espalhar incêndios florestais no sul do país, que até o momento já provocaram cinco mortes e causaram a evacuação de vários municípios, alguns deles em áreas consideradas patrimônio da humanidade pela Unesco. De acordo com informações divulgadas pelo país nesta quinta-feira, 12, as chamas atingem áreas de vegetação na Sicília, Sardenha e Calábria, que registrou o maior número de vítimas até o momento: um homem de 77 anos que estava na casa de campo em que morava, outro de 79 anos achado dentro da própria casa e um terceiro, que não teve idade revelada, mas foi atingido por um trator enquanto tentava controlar o fogo nas imediações da casa em que vivia.

O presidente da Sicília, Nello Musumeci, já decretou estado de emergência na região, para que seja enviada ajuda para cerca de 5 mil pessoas que estão trabalhando para combater o fogo. A região sofre com o vento, que tem ajudado a espalhar os focos do fogo. “Apagamos um incêndio e, um segundo depois, se abre outro a quilômetros de distância”, lamentou Salvo Cocina, chefe da Defesa Civil da Sicília, em conversa com a agência EFE. O subsecretário de Interior da Itália, Carlo Sibilia, anunciou nesta quinta-feira o envio imediato de reforços para a Calábria, onde chegarão mais 130 bombeiros das regiões do Lácio, Lombardia, Toscana, Marcas, Vêneto e Emiglia-Romana. O Exército também deve auxiliar com a operação. Segundo um informe divulgado pela maior associação de agricultores da Itália, desde o início do ano, o fogo já consumiu 102.933 hectares de vegetação, em uma superfície equivalente a 140 mil campos de futebol.

A média anual do número de queimadas no país foi de 28,4 mil entre os anos de 2008 e 2020. Desde o início do ano, este número foi superado em quatro vezes. Segundo o Serviço Informativo Agrometeorológico (SIAS) do governo nacional, as temperaturas na cidade de Siracusa, na ilha da Sicília, chegaram a 48,8 graus, o que significaria um novo recorde para o continente Europeu, batendo marca registrada em Atenas, na Grécia, no ano de 1977. A cidade grega também é foco de incêndios florestais por causa do calor e registrou a morte de um bombeiro voluntário que tentava controlar o fogo na última semana. Turquia, Rússia e Argélia (no norte africano) também lutam contra o fogo intenso e já registraram mortes por causa das ocorrências.