Israel reabre a passagem de Rafah, fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza 

Posto é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o exterior que não passa por Israel

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2026 08h42
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Mohammed ABED / AFP passagem de rafah Rafah é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza

Israel reabriu de forma limitada neste domingo (1) a passagem de Rafah, entre o Egito e a Faixa de Gaza, vital para o envio de ajuda humanitária, que no momento só pode ser utilizada pelos moradores do território e sob condições drásticas. O posto é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o exterior que não passa por Israel. A decisão israelense é “em conformidade com o acordo de cessar-fogo”.

“Nesse âmbito, uma fase piloto inicial começou hoje em coordenação com a missão da União Europeia (EUBAM) e as autoridades competentes”, ressaltou o Cogat, organismo do Ministério da Defesa israelense que supervisiona as questões civis nos Territórios Palestinos Ocupados.

A passagem de fronteira está fechada desde que as forças israelenses assumiram o controle do posto, em maio de 2024, com exceção de uma reabertura limitada no início de 2025, no âmbito de uma trégua anterior. A reabertura total está prevista no âmbito do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar em definitivo com a guerra iniciada em 7 de outubro de 2023 com o violento ataque do Hamas contra Israel.

A reabertura, solicitada com insistência pela ONU e por ONGs internacionais para permitir a entrada de ajuda no território palestino, só foi possível por causa da entrega do corpo de Ran Gvili, o último refém que permanecia em Gaza desde o início do conflito. O cadáver foi devolvido a Israel em 26 de janeiro.

Segundo uma fonte do Ministério da Saúde de Gaza, que atua sob a autoridade do Hamas, “quase 200 pessoas enfermas” aguardavam a reabertura para receber tratamento no Egito. Além disso, 40 funcionários da Autoridade Palestina aguardavam no Egito a autorização israelense para retornar.

A reabertura muito limitada acontece no contexto de uma trégua frágil entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas. No sábado, bombardeios israelenses deixaram 32 mortos, segundo a Defesa Civil de Gaza, um dos dias mais violentos desde o início da trégua, em 10 de outubro de 2025.

*Com AFP

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