Itália se torna o primeiro país da União Europeia a proibir exportação de vacinas contra a Covid-19

Comissão Europeia aprovou um mecanismo de controle que pode impedir que grandes quantidades de imunizantes sejam exportadas e impactem no fornecimento de vacinas para a UE

  • Por Jovem Pan
  • 04/03/2021 15h52 - Atualizado em 04/03/2021 20h01
Luis Lima Jr./Estadão ConteúdoPolêmica com vacina da AstraZeneca gerou criação de medidas de controle de exportação

O governo da Itália proibiu o envio a exportação de 250 mil doses da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 para a Austrália, tornando-se o primeiro país da União Europeia a tomar alguma decisão nesse tipo. A Itália transferiu a decisão para a Comissão Europeia (CE) na última semana e Executivo Comunitário, que detém a última palavra sobre o assunto, não foi contra a decisão decretada por Roma. Mario Draghi, novo primeiro-ministro italiano, falou com a representante da CE, Ursula Von der Leyen, na quarta-feira, 3, sobre como acelerar a aceleração da vacinação contra a Covid-19. Bruxelas, sede da Comissão Europeia, aprovou um mecanismo de controle de exportação de medicamentos.

A aprovação do mecanismo aconteceu depois de uma polêmica com a AstraZeneca após o anúncio de que a empresa forneceria menos da metade das doses acordadas com Bruxelas no primeiro trimestre de 2021. A suspeita é de que a farmacêutica estaria vendendo o restante da vacina para o Reino Unido. A empresa rejeitou as insinuações. A medida exige que as empresas avisem as autoridades nacionais quantas doses fabricadas em seu território pretendem exportar para outros países, sendo que a venda só pode acontecer se o país em que o produto for fabricado autorizar – o prazo máximo é de 48 horas. Apesar de decidirem como proceder, os países têm que consultar a CE. As doses podem ser bloqueadas se for considerada que a quantidade exportada pode afetar o fornecimento de vacinas à UE.

*Com informações da EFE