Lula e Sánchez conversam sobre guerra no Oriente Médio

Premiê espanhol informou que o presidente brasileiro via à Barcelona no dia 17 de abril; líderes expressam desejo pelo fim do conflito

  • Por Sarah Américo e Júlia Mano
  • 04/03/2026 19h59 - Atualizado em 04/03/2026 19h59
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Ricardo Stuckert/PR Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro bilateral com o Presidente de Governo do Reino da Espanha, Pedro Sánchez, na Sede das Nações Unidas (ONU). Nova York - Estados Unidos. Presidente do Brasil, Lula, e primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, conversou nesta quarta-feira (4) com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a guerra no Irã e compartilharam o desejo de acabar com o conflito quanto antes.

“Acabo de conversar com o presidente Lula sobre a situação no Oriente Médio. Compartilhamos sobre nosso desejo de que a guerra acaba e se inicie quanto antes uma negociação“, escreveu Sanchez no X (antigo Twitter). “Trabalharemos juntos para esse futuro e celebraremos uma Reunião Bilateral no dia 17 de abril em Barcelona”, acrescentou.

Tensão EUA x Espanha

Na terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou cortar todo o comércio com Madri depois de Sánchez negar que os aviões norte-americanos usassem as bases da Espanha para atacar o Irã. O líder espanhol argumentou que a operação de Washington e Tel-Aviv contra o território iraniano não se enquadra na Carta das Nações Unidas.

A Comissão Europeia manifestou total solidariedade à Espanha após a ameaça de Trump e afirmou estar pronta para defender os interesses do bloco caso seja necessário. Sánchez ainda se opôs ao aumento dos gastos espanhóis em defesa junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Nesta quarta-feira (4), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta-feira (4) que a Espanha concordou em “cooperar com as forças militares dos Estados Unidos” na operação contra o Irã. Entretanto, a Espanha negou categoricamente” as afirmações da Casa Branca.

“Nossa posição continua absolutamente inalterada e desminto categoricamente qualquer mudança”, afirmou à rádio Cadena Ser o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, reiterando a recusa em permitir que os Estados Unidos utilizem suas bases para atacar o Irã.

Sobre a posição de Madri no conflito, o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, disse que “se resume” a: “não à guerra”. “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e que também é contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente por medo das represálias de alguém”, acrescentou.

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