Macron desembarca em Beirute e promete ajuda médica ao Líbano

O francês disse irá coordenar uma assistência logística em Beirute e anunciou o envio de um avião “com uma equipe de investigação” ao Líbano

  • Por Jovem Pan
  • 06/08/2020 10h58
EFE/Ian LangsdonMacron promete assistência médica e logística ao país, além de ajuda na investigação para descobrir as razões do incidente

O presidente da França, Emmanuel Macron, desembarcou nesta quinta-feira, 06, em Beirute, capital do Líbano. Após a explosão da última terça-feira, 04, que deixou 137 mortos e mais de 5 mil feridos, Macron promete assistência médica e logística ao país, além de ajuda na investigação para descobrir as razões do incidente.”Minha mensagem é uma mensagem de fraternidade, amor e amizade da França para o Líbano, e buscamos garantir ajuda internacional ao povo libanês”, disse o presidente a repórteres no aeroporto, onde foi recebido pelo presidente libanês, Michel Aoun. O francês, que teve uma breve reunião em uma sala do próprio aeroporto com Aoun antes de partir para o porto da capital, local do incêndio, disse irá coordenar a assistência logística e anunciou o envio de um avião “com uma equipe de investigação”.

“Sabemos que a crise no Líbano é grande, político e ético. Acima de tudo, sua vítima é o povo libanês. Vou me encontrar com a sociedade civil e a prioridade é apoiar o povo libanês sem condições”, disse Macron. Em seguida, os dois mandatários foram ao local da explosão, que ocorreu após um incêndio suspeito de estar ligado a uma segunda detonação por razões ainda não determinadas, resultando na deflagração de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, segundo o governo. A explosão gerou uma enorme onda de choque que afetou milhares de casas e edifícios, destruindo vidro e paredes, e deixou mais de 250 mil pessoas desalojadas. As autoridades da província de Beirute informaram que o prejuízo está estimado entre US$ 3 bilhões e US$ 5 bilhões. Ao mesmo tempo, o governo local anunciou que cerca de 100 pessoas estão desaparecidas.

*Com informações da EFE