Metrô de Londres fica parcialmente paralisado após greve de trabalhadores

Sindicato organizou protesto contra demissão de 200 funcionários e contra mudança nos horários daqueles que tiveram seus empregos mantidos

  • Por Jovem Pan
  • 26/11/2021 14h28
EFE/EPA/VICKIE FLORES pessoas olhando aviso informando sobre paralisação do metrô de londres Paralisação afeta linhas de metrô de Londres desde a madrugada desta sexta

Uma greve articulada por trabalhadores do metrô de Londres nesta sexta-feira, 26, afetou pelo menos cinco linhas do transporte. De acordo com o órgão governamental Transport for London, que opera toda a estratégia de transportes na cidade, apenas 58% do transporte funcionou normalmente nesta sexta. As linhas Central, Jubilee, Northern, Piccadilly e Victoria são as mais afetadas desde as 4h30 no horário local (2h30 no horário de Brasília) e a expectativa é de que a instabilidade possa durar ao longo de todo fim de semana. O Sindicato dos Transportes Rodoviários e Marítimos da Inglaterra (RMT, na sigla em inglês) explicou que a motivação para a paralisação foi a retirada do trabalho de 200 operadores de trem e as novas rotas “inaceitáveis e intoleráveis” impostas pela empresa aos poucos funcionários que não foram demitidos para cobrir o serviço noturno do metrô.

A expectativa do sindicato é de que mais seis paralisações ocorram em protesto: uma neste sábado, 27, e nos dias 3, 4, 10, 11 e 17 de dezembro. Em conversa com a imprensa, o prefeito da cidade, Sadiq Khan, afirmou que a greve é uma ação “desnecessária” que surgiu no “pior momento possível”, no qual muitos saem às ruas para tentar aproveitar as promoções de Black Friday. Ele também disse que a categoria se negou a conversar com o órgão regulador dos transportes nesta quinta-feira e pediu que o RMT voltasse a negociar para evitar mais paralisações. “Vou dizer o que é desnecessário: um prefeito do partido trabalhador não mostrar solidariedade com os trabalhadores que estão sendo destratados”, respondeu um dos representantes do sindicato, Dave Ward, nas redes sociais. Uma pesquisa do instituto Essential Living mostrou que por causa do caos no transporte público, os preços das corridas por transporte de aplicativo chegaram a aumentar 150%.