Nicolás Maduro anuncia que Venezuela fabricará drones para defesa

Empresa Nacional de Aeronáutica será a responsável por fabricar os equipamentos e já apresentou dois modelos nesta quinta-feira, 19

  • Por Jovem Pan
  • 19/11/2020 23h21
EFE/ Rayner PeñaNicolás Maduro anunciou projetos de drones de defesa

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira, 19, que o país “em breve” fabricará drones multiuso, incluindo para fins de defesa, por meio de uma empresa fundada neste ano e que também hoje apresentou dois modelos para treinamentos. “Nós, os venezuelanos, em breve fabricaremos drones de uso civil e multiuso (…), drones para desenvolvimento nacional, para defesa nacional, feitos na Venezuela“, declarou o mandatário durante um ato público de trabalho transmitido pela rede estatal de televisão “VTV”, sem dar mais detalhes.

Segundo Maduro, os drones serão fabricados pela Empresa Nacional de Aeronáutica (EANSA), que foi fundada em fevereiro deste ano com o objetivo de buscar a “independência tecnológica” do país. Nesta quinta, a fabricante apresentou duas aeronaves para treinamento e observação de pilotos, “feitas inteiramente na Venezuela, com mão de obra venezuelana e mente venezuelana”, ressaltou Maduro. Por sua vez, o vice-ministro de Transporte Aéreo da Venezuela, Ramon Velásquez, afirmou que essas aeronaves têm autonomia de voo de cinco horas, mas não divulgou outros detalhes técnicos ou mecânicos.

A “VTV” mostrou imagens das aeronaves, identificadas como EANSA 1 e EANSA 2 e pintadas com as cores e iniciais da companhia aérea estatal Conviasa, que Velásquez também dirige. Com uma frota de cerca de 50 aviões, a Conviasa sofre sanções desde fevereiro por parte do governo dos Estados Unidos, que alega que a empresa foi usada para “enviar funcionários corruptos do regime (de Nicolás Maduro) ao redor do mundo para aumentar o apoio a seus esforços antidemocráticos”. As sanções impedem que cidadãos e empresas relacionadas com os Estados Unidos façam negócios com a Conviasa – como a venda de peças de reposição ou combustível -, o que dificulta as operações internacionais da companhia.

*Com informações da EFE