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OMS consegue enviar suprimentos médicos a Gaza pela primeira vez desde março

Representante da organização nos Territórios da Palestina, Rik Peeperkorn, confirmou nesta sexta-feira (27) que nove caminhões transportaram bolsas de sangue e plasma para o enclave sob bloqueio e ataque de Israel

Victor Trovão

Os logotipos da MSF (Médicos Sem Fronteiras) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) são vistos em suprimentos humanitários para Gaza, armazenados em armazéns do Crescente Vermelho Egípcio, na cidade fronteiriça egípcia de El-Arish, em 8 de abril de 2025. (Foto de Benoit Tessier / POOL / AFP)
Os logotipos da MSF (Médicos Sem Fronteiras) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) são vistos em suprimentos humanitários para Gaza, armazenados em armazéns do Crescente Vermelho Egípcio, na cidade fronteiriça egípcia de El-Arish, em 8 de abril de 2025. (Foto de Benoit Tessier / POOL / AFP) Foto de Benoit Tessier / POOL / AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) conseguiu na última quarta-feira (25), pela primeira vez desde que Israel iniciou o bloqueio à assistência humanitária a Gaza em 2 de março, introduzir um carregamento de material médico na Faixa de Gaza, segundo a informação divulgada nesta sexta-feira (27) pelo responsável local da agência em entrevista coletiva. Nove caminhões transportaram para Gaza material que incluiu 2 mil bolsas de sangue e outras 1,5 mil de plasma, através da passagem fronteiriça de Kerem Shalom, “sem episódios de saques, apesar das condições de alto risco na região”, ressaltou em videoconferência de Jerusalém o representante da OMS nos Territórios Palestinos, Rik Peeperkorn.

Esse material será distribuído a diversos hospitais nos próximos dias, em um momento de grande escassez de suprimentos críticos para muitos deles e de aumento no número de pacientes feridos, “muitos com lesões relacionadas a incidentes em centros de distribuição de alimentos”, acrescentou. Segundo indicou Peeperkorn, em circunstâncias normais, os centros de saúde de Gaza necessitariam de 2,9 mil a 3,3 mil bolsas de sangue por mês, mas com o conflito, as necessidades dobraram.

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“Esses suprimentos médicos são uma gota d’água em um oceano de necessidades. O aumento da assistência é essencial para salvar vidas, e a OMS pede uma distribuição rápida, sem obstáculos e sustentada de material médico em Gaza por todas as rotas possíveis”, declarou. Peeperkorn assinalou ainda que a rede sanitária da Cisjordânia também está sofrendo limitações por parte das autoridades israelenses, e 71 das 559 instalações de saúde nesse território estão afetadas por barreiras físicas ou dificuldades de acesso devido à insegurança. Além disso, na Cisjordânia foram documentados 844 ataques à rede sanitária desde outubro de 2023, nos quais 31 pessoas morreram e 168 ficaram feridas.

*Com informações da EFE

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