OMS desaconselha certificado de vacinação contra Covid-19 para viagens internacionais

A entidade justifica que os imunizantes não podem ser requisitos para o trânsito internacional porque ainda não se sabe quanto tempo de proteção eles proporcionam

  • Por Jovem Pan
  • 04/03/2021 13h45 - Atualizado em 04/03/2021 13h47
EFE/EPA/Claudio Bresciani A organização afirma que os certificados de imunidade para entrar em um país estrangeiro não são recomendados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu nesta quarta-feira, 3, que os países não deveriam exigir que os viajantes comprovem que já receberam a vacina contra a Covid-19 para entrar nos seus territórios. No seu último informe epidemiológico semanal, a entidade justifica que os imunizantes não podem ser requisitos para o trânsito internacional porque ainda não se sabe ao certo quanto tempo de proteção eles proporcionam, se eles são capazes de proteger contra formas leves da doença e tampouco qual será o efeito deles na redução dos contágios do novo coronavírus. Além disso, a OMS apontou que “dar prioridade para os viajantes pode ter como consequência uma inadequada distribuição das doses para pessoas com alto risco de contrair formas graves da doença provocada pelo novo coronavírus”. A organização conclui dizendo que o uso de “certificados de imunidade” para passageiros internacionais – que pode vir da vacina ou da apresentação de anticorpos, por a pessoa já ter sido infectada previamente -, não são recomendáveis e não estão apoiados atualmente por evidências científicas.

Casos voltam a aumentar na Europa

A OMS também alertou nesta quinta-feira, 5, que os casos de Covid-19 voltaram a aumentar na Europa após seis semanas de declínio. Só na semana passada, o número de novas infecções cresceu 9%. Por esse motivo, a entidade pediu intensificação da vigilância das novas mutações mais contagiosas, aumento no número de testes e mais medidas de rastreamento e isolamento. De acordo com a OMS, a mutação B 1.1.7., que surgiu no Reino Unido, já está presente em 43 países; a conhecida variante sul-africana (B 1.351), em 26; e a P1 (Brasil/Japão), em 15.

*Com informações da EFE