OMS: ‘As próximas semanas serão críticas para a Europa’

  • Por Jovem Pan
  • 16/04/2020 09h13 - Atualizado em 16/04/2020 09h15
EFE/EPA/RICCARDO ANTIMIANIO diretor afirmou que os países precisam monitorar constantemente seus efeitos para que a pandemia não atinja novamente as redes de saúde

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, Hans Kluge, alertou que as próximas semanas serão críticas para os países europeus pela pandemia do coronavírus.

“As próximas semanas serão críticas para a Europa”, afirmou Kluge observando que no continente “é imperativo não baixar a guarda” e estudar cuidadosamente se cada país cumpre os seis pontos estabelecidos pela OMS antes de aliviar as medidas de isolamento social.

Esses pontos incluem a garantia de que as infecções estão controladas, que o sistema de saúde possa enfrentar a fase de transição, que o risco de surtos seja minimizado, que medidas preventivas tenham sido tomadas nas escolas e nos locais de trabalho, que haja uma gestão adequada de possíveis casos importados e que a opinião pública esteja bem informada.

Kluge lembrou que mais de 84 mil pessoas morreram na Europa devido ao novo coronavírus, e que dos países mais afetados da região, como a Espanha, Itália, França, Alemanha e Rússia, vários números levam ao otimismo. No entanto, em outros países do Velho Continente ainda não há uma clara diminuição ou há um aumento de infecções, como Reino Unido, Turquia, Ucrânia, Rússia e Belarus, destacou.

O diretor afirmou que os países precisam monitorar constantemente seus efeitos para que a pandemia não atinja novamente as redes de saúde. “A Covid-19 mostrou sua capacidade de saturar até os sistemas de saúde mais poderosos da Europa”, observou.

Na mesma entrevista coletiva, os especialistas da OMS revelaram que um em cada 13 casos confirmados da covid-19 na Europa são profissionais de saúde, ou seja, mais de 75 mil, embora tenham enfatizado que as estatísticas podem ser influenciada pelo fato de que mais testes são praticados nesse grupo do que em outros da sociedade.

*Com informações da EFE