Organização Pan-Americana de Saúde considera Brasil como preocupação no cenário da Covid-19

Crescimento de casos em quase todos os estados brasileiros e presença da nova variante no Amazonas foram apontados como dados preocupantes por diretoria da organização

  • Por Jovem Pan
  • 10/03/2021 15h16
MARCELO CHELLO/ESTADÃO CONTEÚDO - 07/02/2021Brasileiros andam nas ruas de São Paulo usando máscaras de proteção

Durante um balanço sobre a situação da pandemia do novo coronavírus nas Américas, a Organização Pan-Americana de Saúde afirmou nesta quarta-feira, 10, que analisa com preocupação o aumento de casos da Covid-19 no Brasil. “Os casos continuam a crescer em praticamente todos os estados brasileiros”, lembrou a diretora da Organização Panamericana de Saúde, Carissa F. Etienne, recordando que ainda nesta semana o país registrou o momento “mais mortal” da pandemia, com 1,9 mil mortes em 24 horas. “O estado brasileiro do Amazonas tem sido especialmente afetado. Uma nova variante, descoberta primeiramente lá no ano passado, levou ao surgimento de novas infecções que superlotaram o sistema de saúde”, afirmou. Ela lembrou das mortes causadas por falta de oxigênio na região e reforçou: “Nós estamos preocupados com a situação do Brasil. Isso nos dá um sóbrio lembrete da ameaça do ressurgimento do vírus”.

Reforçando pedidos da OMS, a diretora afirmou que as américas não têm condições de esperar os sistemas de saúde ficarem superlotados para implementar medidas restritivas que “protegem a vida” das pessoas. Ela também reforçou a importância da distribuição da vacina contra a Covid-19, principalmente para aqueles países que não implementaram a vacinação em massa até o momento. Segundo a organização, desde o início da pandemia, 52 milhões de casos e mais de 1,2 milhões de mortes foram registradas nos continentes. Os países da América do Norte têm registrado decréscimo de infecções com exceção de alguns pontos específicos do México e dos Estados Unidos e na América do Sul, enquanto Paraguai, Uruguai e Chile reportam aumento de casos, Peru e Bolívia começam a ver traços de diminuição nas infecções apesar de números ainda altos. “