7 em cada 10 chilenos apoiam o impeachment do presidente do país, aponta pesquisa
Sete em cada dez cidadãos do Chile apoiam o pedido de impeachment feito pela oposição no Parlamento para destituir o presidente Sebastián Piñera, por supostas irregularidades em uma mina, reveladas no escândalo Pandora Papers, de acordo com pesquisa publicada neste domingo, 17. Segundo a pesquisa Pulso Ciudadano, da consultoria Activa Research, 67,7% dos entrevistados disseram “concordar totalmente” ou “concordar” com o impeachment, enquanto 14,9% “discordam totalmente” ou “discordam” e 17,5% “não concordam nem discordam”. A maior adesão veio de jovens de 18 a 30 anos e dos maiores de 51, onde o apoio gira em torno de 70%, segundo a pesquisa, que também revelou que a aprovação do presidente caiu para 12,5%, um dos níveis mais baixos desde então ele assumiu o cargo, em março de 2018. Além disso, 37,7% dos entrevistados que afirmaram concordar com o impeachment de Piñera se declararam simpatizantes da direita, ou seja, quase dois em cada cinco.
Deputados de todos os partidos da oposição apresentaram na última quarta-feira,13, uma acusação constitucional contra o presidente de 71 anos e dono da quarta maior fortuna do Chile. Esta é a segunda vez, em seu mandato, que Piñera enfrenta um pedido de impeachment, tendo sido o primeiro momento em novembro de 2019, por supostas violações dos direitos humanos. O objetivo é que a denúncia, que previsivelmente terá votos na Câmara dos Deputados, chegue ao Senado – órgão que atua como juiz – antes das eleições presidenciais de 21 de novembro. O julgamento de impeachment, que pode levar à destituição ou desqualificação de Piñera para exercer cargo público, se junta à investigação aberta na semana passada pelo Ministério Público do Chile por suborno e crimes fiscais.
[jp-related-posts ids=”1172791,1169829,1170152″]
O escândalo Pandora Papers revelou supostas irregularidades na venda da Minera Dominga por uma empresa pertencente aos filhos de Piñera nas Ilhas Virgens Britânicas, apenas nove meses após ele ter assumido o cargo para o seu primeiro mandato, entre 2010 a 2014. Conforme revelado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), a venda do empreendimento ao empresário e amigo da família presidencial Carlos Alberto Délano teve de ocorrer em três parcelas, mas a última estava condicionada a que a área não fosse declarada ambientalmente protegida, decisão que dependia de Piñera. O presidente chileno alegou que estes fatos já foram investigados pela Justiça em 2017. O caso acabou arquivado, e ele, declarado inocente.
*Com informações da EFE
Assuntos
continue lendo
Eliseu Caetano
Crise no STF leva debate sobre responsabilização de ministros ao exemplo chileno
Estopim de investigações no Brasil aconteceu após PF revelar mensagens entre Moraes e Vorcaro
- OMC alerta que o comércio sofre os ‘maiores distúrbios’ de sua história AFP · há 3 horas
- Irã se recusa a negociar com os EUA enquanto suas condições não forem atendidas AFP · há 3 horas
- Kim Jong-un promete apoio a Putin e chama guerra na Ucrânia de ‘sagrada’ AFP · há 8 horas
- Kim Jong Un promete ‘apoio inabalável’ a Putin na guerra contra Ucrânia AFP · há 17 horas