Polícia confirma 4 mortes e número de desaparecidos em desabamento em Miami sobe para 159

Socorristas não encontram vítimas com vida há quase 24 horas; Itamaraty acompanha caso e não recebeu notificação sobre qualquer brasileiro desaparecido até o momento

  • Por Jovem Pan
  • 25/06/2021 10h27 - Atualizado em 25/06/2021 16h25
EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICHPolícia confirmou quatro mortes até o momento

A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine, afirmou em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, 25, que o número de mortos no desabamento parcial de um prédio na praia de Surfside subiu para quatro e o número de desaparecidos, que a princípio era de 53 e na tarde da quinta-feira passou para 99, agora é de 159. A polícia local considera como “desaparecido” qualquer morador que não tenha dado sinal de vida a parentes ou familiares após o ocorrido. As buscas incessantes por sobreviventes são realizadas por uma equipe de centenas de policiais e bombeiros desde a madrugada da quinta-feira, 25, poucas horas após o edifício desabar. Desde a manhã da quinta-feira nenhuma das vítimas encontradas por socorristas foi tirada do local com vida. Ao todo, o número de resgatados vivos até o momento foi de 35, um deles era uma criança e outro uma mulher que precisou ter a perna amputada para ser retirada dos escombros.

O número de latinos desaparecidos na queda do prédio, que até a noite da quinta-feira era de 18, subiu para 27. Eles são da Argentina, Porto Rico, Paraguai, Chile, Cuba e Colômbia. A cunhada do presidente do Paraguai, seus três filhos, marido e empregada doméstica estão entre os desaparecidos. O Itamaraty afirmou que o Consulado-Geral do Brasil em Miami acompanha o caso junto a autoridades locais e com autoridades consulares de outros países. Até o momento, nenhum desaparecido de nacionalidade brasileira foi reportado. “Como os trabalhos de salvamento ainda estão em andamento, é provável que a confirmação oficial do número de vítimas fatais e suas nacionalidades seja divulgada nos próximos dias”, afirmou trecho de nota enviada pelo Ministério das Relações Exteriores à Jovem Pan.