Presidente da Coreia do Sul decreta lei marcial para proteger o país das ‘forças comunistas’
O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, decretou lei marcial de emergência nesta terça-feira (3), com o objetivo de proteger o país das “forças comunistas”, anunciou em um discurso. “Para salvaguardar uma Coreia do Sul liberal das ameaças representadas pelas forças comunistas da Coreia do Norte e eliminar elementos antiestatais… declaro lei marcial de emergência”, disse Yoon em um discurso exibido ao vivo pela televisão. “Sem nenhuma preocupação com a subsistência das pessoas, o partido de oposição paralisou o governo apenas por causa de julgamentos políticos, investigações especiais e para proteger seu líder da justiça”, acrescentou.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
A medida surpreendente ocorre em um momento em que o Partido do Poder Popular de Yoon e o Partido Democrático, principal de oposição, continuam a discutir sobre o projeto de lei orçamentária do próximo ano. Na semana passada, os deputados da oposição aprovaram um plano orçamentário significativamente reduzido por meio de um comitê parlamentar. “Nosso Congresso Nacional tornou-se um refúgio para criminosos, um antro de ditadura legislativa que busca paralisar os sistemas judiciário e administrativo e derrubar nossa ordem democrática liberal”, disse Yoon.
Ele acusou os legisladores da oposição de cortar “todos os orçamentos essenciais para as funções essenciais do país, como o combate aos crimes relacionados às drogas e a manutenção da segurança pública, transformando o país em um paraíso das drogas e em um estado de caos na segurança pública”. Yoon continuou descrevendo a oposição, que tem maioria no Parlamento de 300 membros, como “forças antiestatais que pretendem derrubar o regime” e chamou sua decisão de “inevitável”. “Vou restaurar a normalidade no país, livrando-me das forças antiestatais o mais rápido possível”, enfatizou.
*Com informações da AFP
Publicado por Matheus Lopes
[jp-related-posts ids=”1791349,1790935,1790932″]