Presidente do Peru anuncia terceira reforma ministerial em seis meses de mandato

Governo do esquerdista Pedro Castillo tem sofrido com instabilidade política; nova demissão foi motivada por controvérsias em promoções na polícia

  • Por Jovem Pan
  • 31/01/2022 22h58
LUIS ROBAYO / AFP Pedro Castillo, com seu chapelão característico, fala em microfone Pedro Castillo trocou primeira-ministra quatro meses após indicá-la ao cargo

O presidente do Peru, o esquerdista Pedro Castillo, anunciou nesta segunda-feira, 31, que formará um novo gabinete de ministros, o terceiro em seis meses de mandato, após a surpreendente renúncia de sua primeira-ministra, Mirtha Vásquez, por divergências sobre promoções na polícia. “O gabinete está em constante avaliação. Por esse motivo, decidi renová-lo e formar uma nova equipe”, tuitou Castillo, que agradeceu “o apoio de Mirtha Vásquez e dos ministros de Estado”. Minutos depois, Vásquez publicou no Twitter: “Ante a impossibilidade de obter consensos em benefício do país, informo que hoje apresentei minha carta de renúncia ao presidente Pedro Castillo, que foi aceita”. No Peru, o primeiro-ministro é indicado pelo presidente e tem a função de liderar o conselho de ministros.

Vásquez, que estava há quase quatro meses no cargo de chefe de gabinete, atribuiu sua saída à controvérsia por promoções na polícia, que levou Castillo, nas últimas horas, a demitir também o ministro do Interior, Avenilo Gallardo, e o comandante-geral da Polícia, general Javier Gallardo. Advogada, ativista ambiental e da esquerda moderada, Vásquez tomou posse como primeira-ministra em 6 de outubro, depois que Castillo demitiu o engenheiro Guido Bellido, um esquerdista radical que liderou seu primeiro gabinete de ministros. Agora, Castillo deverá formar um novo gabinete, de 19 membros, o terceiro desde que assumiu a Presidência do Peru em 28 de julho de 2021. Os primeiros seis meses de Castillo no poder se caracterizaram por disputas internas frequentes no governo e embates com a oposição de direita radical, que tentou, em vão, fazer com que o Congresso destituísse o chefe de Estado em 8 de dezembro.

*Com informações da AFP