Prestes a anunciar candidatura, Trump demite pesquisadores que divulgaram enquetes com derrota nas eleições

Segundo o presidente dos Estados Unidos, pesquisas que o mostram como perdedor são falsas

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2019 13h06 - Atualizado em 17/06/2019 13h07
EFEPesquisas apontaram que Trump está perdendo em estados-chave como Wisconsin, Pensilvânia e Flórida

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (17) que pesquisas que mostram seu baixo desempenho como candidato à reeleição são falsas. De acordo com jornais americanos, Trump, que deve anunciar sua segunda candidatura em breve, demitiu três pesquisadores que divulgaram enquetes com números desanimadores sobre sua reeleição.

Em referência aos 20 pré-candidatos democratas, o presidente escreveu em sua conta no twitter que “Só as pesquisas falsas nos mostram atrás do grupo variado”. “Aparecemos realmente bem, mas é cedo demais para focarmos nisso. Há muito o que fazer!”, acrescentou.

Segundo o jornal The Washington Post, Brett Lloyd, Mike Baselice e Adam Geller foram demitidos. Em suas pesquisas, eles detectaram que o atual presidente dos EUA perderia em uma possível disputa com o ex-vice-presidente Joe Biden, que lidera as intenções de voto entre os pré-candidatos do Partido Democrata.

Nos resultados das enquetes, Biden conta com 55% de apoio na Pensilvânia, comparado com 39% de Trump. Já em Wisconsin, o democrata tem 51% de apoio comparado com 41% para Trump, que também aparece sete pontos atrás de Biden na Flórida. Esses três estados são chave para uma vitória no pleito de novembro de 2020, dos quais sairá o presidente para o período 2021-2024.

Nas últimas semanas, Trump negou, em tom irritado que estivesse recebendo pesquisas que o mostravam como um possível perdedor. “Essas pesquisas não existem”, declarou o presidente à rede de televisão ABC News. “Acabo de me reunir com alguém que é um pesquisador e eu estou ganhando em todas partes, portanto não sei do que estão falando”, completou.

*Com informações da Agência EFE