Primeira-dama do Haiti segue internada; estado de saúde é estável, mas crítico

Autoridades acrescentaram que a polícia de Miami tomou medidas para a segurança de Martine Moise, que na tarde de quarta-feira foi transferida de avião ao aeroporto executivo de Fort Lauderdale

  • Por Jovem Pan
  • 08/07/2021 19h37 - Atualizado em 08/07/2021 19h52
Martine Moise/FacebookMartine Moise, de 47 anos, foi atingida por tiros no atentado que matou o marido dela, presidente do Haiti

A condição da primeira-dama do Haiti, Martine Moise, que foi internada com urgência em um hospital em Miami, é “estável, mas crítica”, segundo informaram nesta quinta-feira, 8, o prefeito da cidade, Francis Suárez, e a congressista Frederica Wilson. Em entrevista coletiva, Wilson, representante do distrito onde se concentra a numerosa comunidade haitiana no sul da Flórida, explicou que a primeira-dama está no hospital Jackson Memorial e que, segundo o Departamento de Estado, nem ela nem os filhos do casal eram alvos do grupo de homens armados que invadiram a residência do presidente e o assassinaram na quarta-feira. Suárez acrescentou que a polícia de Miami tomou medidas para a segurança da primeira-dama, que na tarde de quarta-feira foi transferida de avião ao aeroporto executivo de Fort Lauderdale, de onde foi imediatamente levada para o hospital.

Suárez, assim como várias autoridades e representantes locais da diáspora haitiana no sul da Florida, defenderam a “segurança e estabilidade” no país caribenho e pediram ao governo do presidente dos EUA, Joe Biden, para que mobilize “todos os recursos diplomáticos” para uma transição pacífica e democrática. Wilson, do Partido Democrara e representante do Congresso do distrito onde se situa o bairro Little Haiti de Miami, confessou estar assustada e em “choque” com o assassinato do presidente haitiano Jovenel Moise, que foi morto a tiros na quarta-feira.”Não é apenas o assassinato do presidente, é quem o assassinou e por quê”, disse a congressista, que acrescentou que “o Haiti está em risco” levando em conta a presença de pelo menos uma centena de grupos e gangues que “buscam tomar o controle.

O crime contra o governante abriu um novo capítulo na profunda crise política que o país tem enfrentado desde 2018 devido a alegações de corrupção contra Moise, que enfrentou nos últimos meses manifestações em massas que muitas vezes resultaram em saques, violência e mortes. A Casa Branca comunicou nesta quinta-feira que pretende ajudar na investigação do assassinato de Moise, mas assegurou que ainda não recebeu nenhum pedido de assistência do Haiti.”A nossa mensagem ao povo do Haiti é que estamos com eles e queremos prestar assistência”, disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

*Com informações da EFE