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Putin, alvo de mandado de prisão do TPI, não viajará para reunião de cúpula do Brics no Brasil

'O presidente participará por videoconferência, mas o ministro das Relações Exteriores (Sergey Lavrov) estará presente', declarou o conselheiro diplomático do chefe de Estado russo, Yuri Ushakov

Fernando Keller

Vladimir Putin
Russian President Vladimir Putin holds a videoconference meeting EFE/EPA/GAVRIIL GRIGOROV / PISCINA SPUTNIK/KREMLIN

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), não viajará para a reunião de cúpula do Brics no início de julho no Brasil, anunciou o Kremlin nesta quarta-feira (25), que confirmou a presença do chefe da diplomacia. “O presidente participará por videoconferência, mas o ministro das Relações Exteriores (Sergey Lavrov) estará presente no Brasil”, declarou o conselheiro diplomático do chefe de Estado russo, Yuri Ushakov.

“Isto se deve a algumas dificuldades no contexto dos requisitos do TPI”, que tem sede em Haia, acrescentou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou seu homólogo russo para a cúpula do grupo de 10 países emergentes. Putin, no entanto, está sob ordem de prisão do TPI desde 2023, por suspeitas de deportação ilegal de crianças ucranianas para a Rússia. Moscou nega as acusações.

O Brasil é membro do TPI e, portanto, seria obrigado a executar o mandado de prisão contra Putin caso ele viajasse para a reunião de cúpula. A Rússia é membro fundador do Brics, um bloco formado por Brasil, Índia, China e África do Sul, ao qual também se uniram Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã, Indonésia e Arábia Saudita.

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A organização multilateral que reúne algumas das economias emergentes mais influentes do mundo se consolidou como um contrapeso ao grupo G7, que concentra grande parte da riqueza mundial, nos últimos anos.

*Com informações da AFP
Publicado por Fernando Dias

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