Putin diz que tomou Sputnik V para incentivar vacinação contra Covid-19 na Rússia

Presidente afirmou que população não deve ouvir rumores na hora de se imunizar e que, como comandante, quis dar o exemplo

  • Por Jovem Pan
  • 30/06/2021 12h05 - Atualizado em 30/06/2021 12h50
EFE/EPA/DENIS BALIBOUSE /POOLPutin afirmou que tomou vacina Sputnik V

Diante do aumento de casos e recorde de mortes por causa da Covid-19 na Rússia, o presidente Vladimir Putin afirmou em transmissão ao vivo nesta quarta-feira, 30, que tomou a vacina Sputnik V para se proteger do novo coronavírus. Putin iniciou a transmissão anual na qual responde a perguntas de moradores do país explicando que é contra a obrigatoriedade da vacina, mas incentivando a população, ainda relutante, a se imunizar. “Pensei que eu precisava ficar protegido o mais rápido possível, então escolhi me vacinar com a Sputnik V. Os militares estão se vacinando com a Sputnik V, e afinal de contas, sou o comandante-chefe do Exército”, disse. Putin também afirmou que espera não precisar impor um novo lockdown no país e pediu que a população acredite na ciência. “É necessário ouvir, mas não ouvir as pessoas que entendem tão pouco sobre esses rumores. É necessário ouvir especialistas”, pontuou.

Apesar de se intitular como o primeiro país do mundo a desenvolver uma vacina contra a Covid-19, a Rússia ainda tem poucas pessoas imunizadas. Até o momento, no país de 146 milhões de habitantes, apenas 22 milhões se vacinaram. Segundo o ministro da Saúde do país, Mikhail Murashko, há 32 milhões de doses prontas para serem aplicadas, mas a baixa procura preocupa. O país enfrenta uma segunda onda da Covid-19 com o aumento de casos ligados à variante Delta. Uma série de “pacote de incentivos” para que as pessoas busquem pela vacina é feita no país. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, aplicou um decreto exigindo que a vacinação para profissionais da saúde fosse obrigatória. Na última semana, a cidade também exigiu que restaurantes e bares só servissem pessoas com imunização comprovada. Até o momento, 132 mil óbitos e 5,41 milhões de casos da doença foram registrados na região.