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Rússia disparou 623 armas aéreas contra a Ucrânia neste sábado

A Força Aérea ucraniana especificou que eram 597 drones e 26 mísseis; desse total, 344 foram abatidos

Nátaly Tenório

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COMBO-UKRAINE-RUSSIA-CONFLICT-1YEAR Ludovic MARIN and Grigory SYSOYEV / various sources / AFP

A Rússia lançou 597 drones e 26 mísseis de cruzeiro contra território ucraniano na manhã deste sábado (12), anunciou a Força Aérea ucraniana. “O inimigo atacou com 623 armas aéreas”, informou a Força Aérea, especificando que se tratava de 597 drones e 26 mísseis. Desse total, 344 foram abatidos: 25 mísseis e 319 drones. Um míssil e cerca de vinte drones atingiram “cinco locais”, informou a Força Aérea, sem fornecer mais detalhes.

No geral, o oeste da Ucrânia não costuma ser alvo de ataques russos, em comparação com as áreas leste e sul, onde os combates se concentram. Mas os bombardeios deste sábado deixaram pelo menos dois mortos e vinte feridos na cidade ocidental de Chernivtsi, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Outras seis pessoas, incluindo um menino de 11 anos, ficaram feridas em Lviv, também no oeste, segundo a administração regional. As autoridades da cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, relataram seis feridos; e as da região de Dnipropetrovsk, no centro do país, relataram duas mortes.

O Ministério da Defesa russo afirmou ter realizado um “ataque agrupado” contra “empresas do complexo militar-industrial ucraniano” em Lviv, Kharkiv e Lutsk, e contra um aeródromo militar. “Todos os alvos designados foram destruídos”, afirmou o ministério em um comunicado.

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Neste sábado, Zelensky pediu a seus aliados que enviassem “mais do que sinais” para conter a Rússia, insistindo que “o ritmo dos bombardeios russos exige decisões rápidas e pode ser contido agora por meio de sanções”. O presidente pediu punição para aqueles “que ajudam a Rússia a produzir drones e lucrar com o petróleo”, cujas exportações são cruciais para sua economia. A União Europeia proibiu a importação de petróleo russo, mas continua comprando gás de Moscou.

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*Com informações da AFP

Publicado por Nátaly Tenório