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Rússia envia submarino para escoltar petroleiro perseguido pelos EUA, diz jornal

Segundo o The Wall Street Journal, a manobra com navios de guerra ocorre em meio a perseguição marítima ao navio Bella 1, que tenta evadir bloqueio e mudança de registro sob bandeira russa

Victor Trovão

Um marinheiro do destróier antissubmarino Marechal Shaposhnikov participa dos exercícios militares "Vostok-2022" no Golfo Pedro, o Grande, no Mar do Japão, próximo à cidade de Vladivostok, em 5 de setembro de 2022. Os exercícios militares Vostok 2022, que envolvem diversos países aliados do Kremlin, incluindo a China, acontecem de 1 a 7 de setembro em vários campos de treinamento no Extremo Oriente russo e em suas águas costeiras. Mais de 50.000 soldados e mais de 5.000 unidades de equipamentos militares, incluindo 140 aeronaves e 60 navios, participam dos exercícios. (Foto de Kirill KUDRYAVTSEV / AFP)
Um marinheiro do destróier antissubmarino Marechal Shaposhnikov participa dos exercícios militares "Vostok-2022" no Golfo Pedro, o Grande, no Mar do Japão, próximo à cidade de Vladivostok, em 5 de setembro de 2022. Os exercícios militares Vostok 2022, que envolvem diversos países aliados do Kremlin, incluindo a China, acontecem de 1 a 7 de setembro em vários campos de treinamento no Extremo Oriente russo e em suas águas costeiras. Mais de 50.000 soldados e mais de 5.000 unidades de equipamentos militares, incluindo 140 aeronaves e 60 navios, participam dos exercícios. (Foto de Kirill KUDRYAVTSEV / AFP) Kirill KUDRYAVTSEV / AFP

A Rússia enviou um submarino para escoltar um petroleiro que os Estados Unidos tentaram confiscar na costa da Venezuela, segundo informou nesta quarta-feira (7) o jornal “The Wall Street Journal”.

Segundo o jornal, que cita como fonte um funcionário americano, Moscou enviou um submarino e outros meios navais para escoltar o petroleiro, anteriormente conhecido como “Bella 1”, que tenta há mais de duas semanas evadir o bloqueio de Washington a navios sancionados perto da Venezuela.

O navio não conseguiu atracar na Venezuela nem carregar petróleo. Embora o barco esteja vazio, a Guarda Costeira americana o perseguiu até o Atlântico em uma tentativa de tomar medidas contra uma frota de petroleiros que transportam óleo ilícito pelo mundo (a chamada “frota fantasma”), incluindo o que procede do mercado negro vendido pela Rússia.

A tripulação do navio repeliu uma tentativa dos Estados Unidos de abordá-lo em dezembro e seguiu em direção ao Atlântico. Enquanto a Guarda Costeira o seguia, a tripulação pintou uma bandeira russa em um dos lados, mudou o nome para “Marinera” e alterou sua matrícula para russa.

A Rússia demonstrou preocupação com as apreensões por parte dos Estados Unidos de petroleiros que transportam seu petróleo ilícito pelo mundo e impulsionam sua economia, e tomou a decisão incomum de permitir que os navios se registrem na Rússia sem inspeção ou outras formalidades, segundo especialistas consultados pelo “WSJ”.

A Rússia solicitou aos Estados Unidos que interrompam a perseguição a esse navio, segundo indicaram ao jornal outros três funcionários americanos, e seu Ministério das Relações Exteriores declarou que estava acompanhando com preocupação a situação em torno do petroleiro.

No entanto, a Guarda Costeira dos EUA continuou o monitoramento da embarcação no Atlântico Oriental, onde agora navega a cerca de 300 milhas ao sul da Islândia em direção ao Mar do Norte.

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O incidente com o petroleiro ocorre em um momento em que Washington e Moscou mantêm disputas diplomáticas sobre a Ucrânia, o que ameaça complicar as negociações, uma vez que a Rússia ainda não aceitou o marco de paz proposto pelos Estados Unidos e pela Ucrânia.

*Com EFE

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