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Saiba como será a escolha do próximo papa após o funeral de Francisco

Processo de seleção do próximo pontífice terá início após o período de luto oficial de nove dias; durante o conclave, os cardeais estarão em completo isolamento para evitar influências externas

Felipe Cerqueira

Missa de funeral do Papa Francisco na Praça de São Pedro
Pope Francis' funeral Mass in St. Peter's Square Filippo Attili/Gabinete de Imprensa do Palácio Chigi/EFE/EPA

Após o funeral do papa Francisco, que reuniu mais de 250 mil fiéis e líderes mundiais na Praça de São Pedro, a Igreja Católica se encontra em um momento de transição crucial. O evento marcou o fim de uma era e o início de um período de reflexão e preparação para a escolha de um novo líder. O processo de seleção do próximo pontífice terá início após o período de luto oficial de nove dias, conhecido como “noven”. Durante este tempo, o colégio cardinalício se reunirá para definir a data do conclave, um evento de grande importância onde os cardeais eleitores se enclausurarão na Capela Sistina e na Casa de Santa Marta até que um novo bispo de Roma seja escolhido.

Atualmente, o colégio cardinalício conta com 133 cardeais eleitores, sendo a Itália o país com maior representação, seguida pelo Brasil, que possui sete. Durante o conclave, os cardeais estarão em completo isolamento para evitar influências externas, e será necessário obter dois terços dos votos para eleger o novo papa. Entre os possíveis candidatos, destacam-se figuras proeminentes como o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, além de outros nomes italianos como Matteo Zuppi e Pierbatista Pizzaballa. Há também especulações sobre a possibilidade de um papa do Sudeste Asiático, como Luis Antônio Tagle — conhecido como “Francisco asiático” —, ou um papa africano, como Peter Turkson ou Robert Sarah, o que poderia representar uma mudança significativa na liderança da Igreja.

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A escolha do novo papa é um processo complexo e muitas vezes imprevisível. Historicamente, muitos dos papas mais influentes não eram considerados favoritos antes de sua eleição. O papa Francisco, por exemplo, foi uma escolha inesperada que trouxe uma nova dinâmica à Igreja Católica com seu perfil acessível e próximo ao povo. Com a maioria dos cardeais eleitores tendo sido nomeados por Francisco, há uma expectativa de que o próximo papa mantenha uma linha ideológica semelhante. No entanto, também existe uma pressão significativa de correntes conservadoras dentro da Igreja, que desejam um retorno a tradições mais rígidas.

*Com informações de Luca Bassani

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*Reportagem produzida com auxílio de IA

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