Trump ameaça prender jornalistas que divulgaram notícias de piloto perdido no Irã
“Vamos até a empresa que publicou a notícia e dizer: ‘Segurança Nacional. Entreguem ou irão para a cadeia'”, disse o presidente em coletiva
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou um veículo de comunicação não especificado com pena de prisão nesta segunda-feira (6), caso não revele a identidade da pessoa que vazou informações sobre um piloto militar americano desaparecido no Irã.
“Vamos até a empresa que publicou a notícia e dizer: ‘Segurança Nacional. Entreguem ou irão para a cadeia'”, disse Trump em uma coletiva de imprensa. Temos que encontrar essa pessoa. É alguém doente”, afirmou. “O vazador deveria ir para a prisão”, acrescentou, ao invocar questões de segurança nacional.
Trump afirmou também que pode destruir todas as pontes e centrais de energia do Irã em “quatro horas”. “Temos um plano, graças ao poder de nossas forças armadas, que prevê que todas as pontes do Irã serão destruídas à meia-noite, amanhã à noite, que todas as centrais elétricas ficarão fora de serviço”, disse em entrevista coletiva.
Trump faz referência ao prazo que vence às 20h00 de terça-feira em Washington (21h00 de Brasília) para que o Irã aceite suas condições.
Ele também afirmou que os iranianos estão dispostos a sofrer para serem livres, e que os Estados Unidos interceptaram comunicações nas quais os cidadãos daquele país pedem a continuação dos bombardeios.
Os iranianos “estão dispostos a sofrer para ter liberdade”, disse Trump, um dia antes de vencer o prazo que ele mesmo deu para destruir a infraestrutura energética e as pontes do Irã caso os líderes da República Islâmica não cumpram as exigências dos Estados Unidos.
“O Irã tem uma escolha”
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que este será “o dia mais duro” da ofensiva contra o Irã, sinalizando intensificação das ações militares sob orientação direta do presidente Donald Trump. “Amanhã (terça-feira, 7), o Irã tem uma escolha. Escolha sabiamente”, disse, ao reforçar que o republicano “não blefa”.
Na mesma ocasião, o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), John Ratcliffe, confirmou que os EUA conduziram uma operação de desinformação para despistar forças iranianas durante o resgate de militares. Segundo ele, a ação deixou o Irã “envergonhado e, no fim, humilhado” pelo sucesso da missão, em fala repetida por Hegseth momentos depois.
Trump voltou a destacar a operação como uma demonstração de força militar americana, afirmando que as tropas “eliminaram todas as ameaças” e deixaram o território iraniano sem baixas. O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, informou que mais detalhes da ação serão apresentados em uma nova coletiva na terça-feira.
*AFP e Estadão Conteúdo
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