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Trump confirma presença no funeral do papa Francisco: ‘Ansioso para estar lá’

Pontífice e o presidente dos Estados Unidos tinham seus entraves, entre eles as políticas antimigratórias do republicano foram alvo de críticas

Sarah Américo

donald trump
donald trump EFE/EPA/SAMUEL CORUM / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (21), que participará do funeral do papa Francisco, em Roma, acompanhado da primeira-dama, Melania Trump. “Melania e eu iremos ao funeral do papa Francisco, em Roma. Estamos ansiosos para estar lá!”, escreveu o presidente em sua plataforma, Truth Social. A data do funeral ainda não foi divulgada pelo Vaticano. Velório do pontífice deve levar 9 dias, entre o rito do velório e o enterro. Nesta segunda-feira (21), após a morte do papa, de 88 anos, Donald Trump publicou uma breve mensagem em sua plataforma, Truth Social: “Descanse em paz, papa Francisco! Que Deus o abençoe, assim como a todos os que o amaram”. Francisco morreu nesta segunda-feira (21) vítima de uma AVC que ocasionou insuficiência cardíaca. Mais tarde, anunciou ter ordenado que as bandeiras americanas sejam hasteadas a meio mastro nos prédios públicos em homenagem ao papa, a quem se referiu como um “homem bom”.

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O papa e o Trump tinham seus entraves, entre eles as políticas antimigratórias de Trump foram alvo de críticas. O presidente americano, Donald Trump, se considera um defensor da fé, um eleito de Deus, mas para o falecido papa Francisco, ele não era cristão. Para o pontífice, sua política migratória diz mais sobre ele do que suas palavras. Em 2016, interveio à distância na campanha presidencial com um comentário sobre o então candidato Trump: “Uma pessoa que quer construir muros e não pontes não é cristã”.

Francisco, que recebeu Donald Trump no Vaticano em seu primeiro mandato, em 2017, para uma audiência de meia hora, o criticou por suas posições antimigrantes. Após a volta do republicano ao poder, em 20 de janeiro passado, o pontífice jesuíta, grande defensor dos excluídos, manteve as críticas. A expulsão de “pessoas que, em muitos casos, deixaram seus países por razões de extrema pobreza, insegurança, exploração, perseguição ou grave deterioração do meio ambiente, atenta contra a dignidade de muitos homens e mulheres”, lamentou, em uma carta incomum dirigida aos bispos americanos e publicada pelo Vaticano.

Em sua carta, Francisco também pediu “uma fraternidade aberta para todos, sem exceção”, deixando de lado “a identidade pessoal, comunitária ou nacional”. O conflito entre o governo Trump e o clero católico também chegou aos tribunais: a conferência episcopal dos Estados Unidos impugnou a cessação do financiamento dos programas de apoio aos refugiados gerenciados pela Igreja. Nas ruas, os cristãos choram a morte do papa.

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*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Sarah Américo