Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca

Declaração foi dada pela secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, que afirmou que o presidente americano não está blefando

  • Por Jovem Pan*
  • 25/03/2026 16h42 - Atualizado em 25/03/2026 17h36
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ANNABELLE GORDON / AFP donald turmp O Irã não deve se enganar novamente", acrescentou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “vai desencadear o inferno” contra o Irã se Teerã não aceitar um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, advertiu a Casa Branca nesta quarta-feira (25).

“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido antes“, declarou a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva.

“O presidente Trump não está blefando e está preparado para desencadear o inferno. O Irã não deve se enganar novamente”, acrescentou.

O Irã rejeitou o plano de 15 pontos proposto pelos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio, informou um meio estatal, após o Paquistão afirmar ter transmitido o documento à república islâmica.

A informação foi divulgada pela Press TV, canal em inglês voltado ao público estrangeiro, e repercutida por outros meios iranianos horas depois de a Marinha iraniana anunciar que havia atacado o porta-aviões americano “Abraham Lincoln”, mobilizado no Golfo.

“A guerra terminará quando o Irã decidir encerrá-la, e não quando Trump considerar seu fim”, declarou à Press TV uma autoridade iraniana sob anonimato, em linha com a posição oficial de Teerã nos últimos dias.

O projeto de Washington, cujos detalhes não foram confirmados por fontes independentes, contém as primeiras propostas oficiais dos Estados Unidos desde o início da guerra, desencadeada pelos ataques israelenses e americanos em 28 de fevereiro.

O documento foi transmitido ao Irã pelo Paquistão, que mantém boas relações tanto com Teerã quanto com Washington, segundo dois altos funcionários paquistaneses que pediram anonimato.

*AFP

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