Trump nega que esteja planejando atacar Venezuela

Se forem realizados, os ataques representariam uma escalada das tensões com o governo de Nicolás Maduro, iniciada com o envio de cerca de 10 mil militares ao Caribe sob a alegação de combater ao tráfico de drogas

  • Por Jovem Pan
  • 31/10/2025 17h23 - Atualizado em 31/10/2025 17h27
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EFE/EPA/SHAWN THEW Donald Trump se encontra com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney (não mostrado na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington As forças americanas atacaram ao menos 15 lanchas aparentemente carregadas com drogas e causaram 61 mortes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta sexta-feira (31) estar considerando atacar a Venezuela, após os jornais “Miami Herald” e “The Wall Street Journal” afirmarem que o governo americano se prepara para bombardear instalações militares no país sul-americano. O repórter Eliseu Caetano apurou também que os americanos se preparam para um possível ataque. Trump foi perguntado por jornalistas quando estava a bordo do avião presidencial Air Force One sobre as informações publicadas nesses jornais, com base em uma conversa com fontes ligadas ao governo, e respondeu: “Não, não são verdadeiras”. Ele não se estendeu na resposta e voltou a usá-la quando voltou a ser questionado sobre decisões militares contra a Venezuela.

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Segundo o “Miami Herald”, os ataques aéreos poderiam ocorrer “em questão de dias ou, inclusive, horas”. Já o “WSJ” disse que a decisão ainda estava sobre a mesa. Se forem realizados, os ataques representariam uma escalada das tensões com o governo de Nicolás Maduro, iniciada com o envio de cerca de 10 mil militares ao Caribe sob a alegação de combater o envio de drogas aos Estados Unidos.

As forças americanas atacaram ao menos 15 lanchas aparentemente carregadas com drogas e causaram 61 mortes. A ONU acusou o governo Trump de ter “violado o direito internacional” com esses ataques e os considerou “execuções extrajudiciais”. “Esses ataques e seu crescente custo humano são inaceitáveis. Os Estados Unidos devem encerrá-los”, afirmou o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk.

Está prevista para os próximos dias a chegada ao Caribe do porta-aviões USS Gerald Ford, o mais moderno e importante da frota americana, que se unirá à ampla mobilização naval em águas próximas à Venezuela.

*Com informações da EFE
Publicado por Fernando Dias

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